Sustentabilidade

Incêndios este ano já provocaram a segunda maior área ardida na Europa

Ano de 2022 está imediatamente atrás de 2017 em área ardida na Europa. Especialistas acusam as alterações climáticas
Incêndios afetam Europa
Incêndios afetam Europa

O verão de 2022 ainda vai a meio e este é já o ano com a segunda maior área ardida na Europa desde que o Centro Comum de Investigação da União Europeia iniciou os registos, em 2006.

Desde o início do ano e até agora, os violentos incêndios que têm fustigado mais de uma dúzia de países europeus, entre os quais Portugal, Espanha, Itália e França, são responsáveis por 600.731 hectares de área ardida. Os dados do organismo europeu confirmam, assim, que desde 2006, este é o segundo ano com a maior área ardida.

Na Europa, o ano mais devastador em matéria de incêndios continua a ser 2017, com 987.844 hectares de área ardida. Um ano de particular má memória para os portugueses, pois foi em junho desse ano que deflagrou o terrível incêndio de Pedrogão Grande.

Fogos na Europa (Foto: J. Henriques/AP)

O facto de a época típica de incêndios no sul da Europa ser entre junho e setembro e já se registar uma área ardida tão vasta – mais do dobro do território do Luxemburgo – quando ainda estamos no início de agosto, levanta preocupações adicionais. Aliás, desde 2006, em nenhum outro ano se verificou uma área ardida tão grande até agosto.

Os especialistas, como Victor Resco de Dios, escutado pela agência Reuters, apontam o dedo às alterações climáticas. O professor de engenharia florestal na Universidade de Lérida, Espanha, considera que os grandes incêndios na Europa no início de julho demonstraram como aquelas estão a fazer com que a época de incêndios comece mais cedo e dure mais tempo.

Um outro dado que aponta no sentido das alterações climáticas serem cada vez mais as responsáveis por grandes incêndios tem que ver com os locais, ou países onde estes acontecem.

Se é certo que verão é sinónimo de incêndios em países como Portugal e Grécia, o mesmo não se pode dizer das elevadas temperaturas registadas mais a norte, que agravam seriamente o risco de deflagrarem grandes incêndios. Países como a Alemanha, a Eslovénia e a República Checa não escaparam à fúria das chamas nesta estação.

(Fotos: M. Brooks e R. Stone/Unsplash)

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