Mobilidade

Veículo a hidrogénio autónomo pode ser o futuro dos transportes públicos

Vem da Estónia e já recebeu luz verde da autoridade dos transportes do país do Báltico para circulação em estradas públicas
Veículo autónomo a hidrogénio da Auve Tech
Veículo autónomo a hidrogénio da Auve Tech

É autónomo, é alimentado a hidrogénio e tem capacidade para seis pessoas. O invulgar veículo de que te falamos foi criado pela Auve Tech, uma empresa estoniana que tem vindo a inovar no desenvolvimento de veículos autónomos de pequenas dimensões para transporte coletivo.

Já habilitado pela autoridade dos transportes da Estónia para a circulação em estradas públicas, este pequeno shuttle foi desenvolvido a pensar, como se diz nos países anglófonos, no “last-mile transportation”. Ou seja, em pequenos trajetos, habitualmente de ligação entre transportes públicos de maior dimensão (estação de comboios-metro, por exemplo).

O que o distingue de outros veículos autónomos é o facto de ser alimentado por células de hidrogénio de baixa temperatura, desenvolvidas por investigadores da Universidade de Tartu, situada na segunda maior cidade da Estónia. É no seu interior que se dá a produção da energia a partir do hidrogénio.

Sendo um veículo totalmente autónomo, o shuttle da Auve Tech pode circular em estradas públicas e em circuitos fechados (como um aeroporto) sem intervenção humana. Por questões de segurança o seu trajeto é constantemente monitorizado e, em caso de necessidade, um operador pode fazer ajustes nos seus movimentos através de controlo remoto.

No projeto de desenvolvimento do shuttle Liisu, assim batizado em homenagem à neta do fundador da Auve Tech, Väino Kaldoja, de seu nome Lisandra, estiveram envolvidos mais de 50 estudantes da Universidade de Tartu, o que lhes permitiu adquirir mais conhecimentos sobre a tecnologia do hidrogénio.

Como argumentos para levar este novo veículo para as cidades de todo o mundo, Johannes Mossov, presidente executivo da Auve Tech, destacou o facto de ser uma solução amiga do ambiente, uma vez que só é produzido vapor de água e calor, assim como a maior rapidez do processo de carregamento face a um veículo elétrico, o que permite que possa operar durante mais tempo.

A Auve Tech não divulgou ainda qualquer acordo para a comercialização do Liisu. A empresa tem estado a fornecer veículos autónomos muito semelhantes para algumas cidades europeias, como Riga (Estónia) ou Lamia (Grécia), mas alimentados a energia elétrica proveniente de baterias.

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