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Esta praia portuguesa não terá condições para receber banhistas em 2026, avisam autoridades

Este ano, não há condições de aqui fazer praia”, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente
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Desde 1931 que Portugal não tinha um mês de fevereiro assim

A Praia da Calada, em Mafra, no distrito de Lisboa, não tem condições para receber banhistas em 2026, devido à instabilidade da arriba, anunciou hoje o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

“Este ano, não vai haver praia na Calada. A arriba está instável, é preciso proteger pessoas e bens. Este ano, não há condições de aqui fazer praia”, declarou José Pimenta Machado.

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O presidente da APA falava no Porto na apresentação de um relatório do organismo que lidera quanto aos efeitos do mau tempo entre outubro de 2025 e os primeiros dias deste mês no litoral de Portugal continental, bem como o plano de obras para recuperação e minimização de danos.

Questionado pelos jornalistas, Pimenta Machado não pôde antecipar outras praias que possam ser designadas como interditas nesta época balnear, trabalhando para “assegurar” que o máximo possível destes locais possam abrir a banhos.

Ali [Praia da Calada], reforçou, “não há condições de garantir quer o acesso à praia quer a estabilização daquela arriba”, deixando o acesso “suspenso” pelo menos para este ano.

No relatório, pode ler-se que este local foi sinalizado pela instabilidade da arriba, mas também por danos em obras de proteção costeira, enquanto outras praias daquele concelho também foram marcados pela mesma instabilidade.

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Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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