Sustentabilidade

Com a época dos tufões a chegar, Macau estuda formas de prever intempéries

Universidade de Macau recebe financiamento para investigação pioneira sobre condições meteorológicas extremas
Furacões em Macau (Foto: Unsplash)
Furacões em Macau (Foto: Unsplash)

Todos os anos Macau é afetada por tufões de diferentes categorias, com o período compreendido entre os meses de julho e setembro a revelar-se o mais crítico. A Direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) de Macau prevê que, só este ano, são esperados entre cinco a oito ciclones tropicais na região administrativa chinesa.

A passagem dos tufões pelo território é geralmente acompanhada por fortes inundações, em especial nas zonas baixas, o que implica perda de vidas e avultados prejuízos económicos. Em 2017 o tufão Hato causou 10 mortos, 240 feridos e estragos avaliados em 12,55 mil milhões de patacas (1,47 mil milhões de euros). Um ano depois, em 2018, o tufão Mangkhut motivou prejuízos no valor de 1,74 mil milhões de patacas (204 milhões de euros) e provocou 40 feridos.

Bairro de Macau (Foto: Unsplash)

Este ano, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) recebe um financiamento no valor de 1,14 milhões de patacas (134 mil euros) para liderar uma investigação pioneira sobre condições meteorológicas severas naquele território.

Joseph Lee Hun-wei, presidente da MUST, é o destinatário da subvenção atribuída pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia de Macau (FDCT) e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da Província de Guangdong, a qual, nas suas palavras, vai permitir uma “investigação fundamental para a previsão de tempestades e inundações” em Macau.

O projeto com a duração de três anos incide sobre a Baía de Hac Sa, na ilha de Coloane, onde serão colocados instrumentos de aferição e sensores com vista à realização das “primeiras medições em campo de ondas e correntes marítimas de Macau”, explicou o especialista em engenharia hidráulica e ambiental, citado pela Lusa.

Os tufões provocam fortes inundações (Foto: Unsplash)

Nos últimos anos dedicado ao estudo de soluções de engenharia para mitigar o impacto das alterações climáticas no património e nas cidades, Joseph Lee Hun-wei esteve envolvido em projetos nas áreas de Mong Kok e Happy Valley, em Hong Kong. Aqui, a drenagem das águas pluviais através de túneis subterrâneos que transportam a água até ao mar foi uma das soluções encontradas para reduzir os efeitos das inundações.

Para além de soluções estruturais, o especialista defende a “combinação de soluções baseadas na natureza” para fazer face aos fenómenos meteorológicos extremos em Macau, como o desenvolvimento de mangais que podem ajudar a reduzir o impacto das ondas em caso de tufões.

A Grande Baía é um projeto do governo chinês que tem como objetivo criar uma metrópole mundial a partir das regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong e de outras nove cidades da província vizinha de Guangdong, onde há mais de 60 milhões de habitantes.

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