Mobilidade

Ford estuda cérebro dos condutores para identificar fadiga

Novo estudo faz mapeamento do cérebro e tenta associar respostas físicas a lapsos de atenção de condutores
Ford quer detetar quando os condutores não estão focados na estrada
Ford quer detetar quando os condutores não estão focados na estrada
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A Ford está a estudar o cérebro humano para tentar desenvolver uma forma eficaz de detetar quando os condutores estão cansados ou desconcentrados. A investigação está a ser feita por neurocientistas e espera-se conseguir associar as respostas cerebrais que levam a lapsos de concentração a manifestações físicas.

Todos os dias surgem novas tecnologias para dar apoio aos condutores quando estes estão em estrada. A Ford, por exemplo, tem, há mais de dez anos, o símbolo de uma chávena de café no painel de instrumentos que alerta os condutores quando estes possam estar a ficar cansados. Ainda assim, não existe atualmente qualquer mecanismo que consiga realmente avaliar se o condutor está vigilante.

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A investigação da Ford sobre o mapeamento de padrões cerebrais das reações dos condutores está a ser feito em conjunto com a Uniklinik RWTH Aachen, na Alemanha, e inclui a participação de várias pessoas que são expostas a uma simulação de condução noturna numa autoestrada de três faixas, enquanto um equipamento de Ressonância Magnética por Imagem (MRI) digitaliza a atividade cerebral.

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Neste estudo, o participante está a conduzir na faixa no meio quando o veículo da frente trava repentinamente. Nesse momento, é necessário que a pessoa na simulação desvie o carro para a esquerda ou para a direita. Os participantes são também induzidos por sons de motor para indicar qual é a faixa mais segura. O cenário apresentado foi desenvolvido com recurso a tecnologia de videojogos.

Durante toda a simulação, são analisadas as ondas cerebrais são analisadas, a rapidez com que os participantes reagem e também se a decisão tomada foi a mais acertada. Paralelamente, as alterações do ritmo cardíaco, ritmo respiratório e outras medições fisiológicas são também monitorizadas para se poder cruzar dados.

O objetivo é conseguir corresponder a análise das ondas cerebrais a manifestações físicas, como alterações no ritmo cardíaco ou na respiração. Se for possível identificar uma falta de atenção através de um marcador físico, será possível criar tecnologia que identifique e alerte o condutor.

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Segundo dados da Road Safety Factsheet, partilhados no comunicado da Ford, 25 por cento dos acidentes rodoviários fatais e graves são causados, em grande parte, por causa do cansaço do condutor, e 40 por cento dos condutores, quando fazem viagens longas, optam por não parar de duas em duas horas.

O construtor de automóveis americano acredita que se se conseguir criar mecanismos para se alertar os condutores de que estão distraídos ou cansados, será possível tornar as estradas mais seguras.

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