Energia

Preços máximos de botija de gás engarrafado entram hoje em vigor

A exemplo do que fez durante a pandemia da Covid-19, Governo impôs, uma vez mais, os preços máximos do gás engarrafado
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Botija de gás (Foto: Lluis Gene/GettyImages)
Botija de gás (Foto: Lluis Gene/GettyImages)

A crise da energia está a obrigar os governos a impor limites. Em Portugal o preço máximo da botija de gás butano e de gás de petróleo liquefeito (GPL) conheceram agora novos tetos.

Assim, na passada sexta-feira o Governo fixou os preços máximos para o gás engarrafado, tal como já tinha acontecido durante a pandemia da covid-19, determinando que uma garrafa de butano de 13 quilogramas (kg) terá como valor máximo 29,47 euros, enquanto as garrafas de 12,5 kg vão custar até 28,34 euros, segundo os números da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

No caso do GPL propano T3, o máximo varia entre 29,11 euros por garrafa de 11 kg e 23,81 kg por botija de nove quilogramas. As garrafas de GPL propano T5, por sua vez, vão custar até 109,08 euros (45 kg) ou 84,84 euros (35 kg).

Segundo os dados enviados à Lusa pelo Ministério do Ambiente, estes máximos, considerando os preços reportados nos primeiros dias de agosto, representam uma poupança de 3,180 euros por garrafa no caso das botijas T3 de 13 kg.

No caso da garrafa T3 de 11 kg de propano, a poupança é de 3,258 euros. Já na garrafa T5 de 45 kg de propano a poupança é de 6,206 euros.

O Ministério do Ambiente e da Ação Climática recordou, na sexta-feira, que a lei n.º 69-A/2021 introduz a possibilidade de fixação das margens máximas de comercialização dos combustíveis simples e para o gás de petróleo liquefeito (GPL) engarrafado.

Botija de gás (Foto: Flickr)

À ERSE cabe propor a fixação das margens máximas em qualquer componente comercial que faça parte da formação do preço de venda ao público do GPL engarrafado.

Por sua vez, e após ouvida a Autoridade da Concorrência, cabe ao Governo fixar excecionalmente as margens.

Os postos de abastecimento e os restantes pontos de venda das botijas GPL devem “garantir o contínuo fornecimento” de garrafas, “designadamente das tipologias sujeitas ao preço fixado”, determinou a portaria assinada pelos secretários de Estado da Economia, João Neves, e do Ambiente e da Energia, João Galamba.

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