Energia

Rede comum de energia eólica submarina pode ser solução para a Europa

Parques eólicos poderão ser ligados a ilhas de energia para abastecimento de vários países europeus em simultâneo
Rede comum de energia eólica (Foto: M. Ray/Unsplash)
Rede comum de energia eólica (Foto: M. Ray/Unsplash)

Poderá uma rede comum de energia eólica submarina ser a resposta para a Europa reforçar a sua independência energética? O tema está atualmente em discussão entre empresas privadas e governos, afigurando-se como uma possível alternativa às redes ponto a ponto, que colocam problemas relacionados com a sobrecarga das redes de energia já existentes.

Pela sua posição geográfica, os países do Norte da Europa são os que mais têm a dizer sobre o tema. Atualmente, estes encontram-se a discutir planos para criar uma rede elétrica comum sob o Mar do Norte, com o objetivo de ligar futuros parques eólicos offshore que iriam reforçar a segurança energética.

O plano ambicioso pretende dar resposta à intenção de vários países europeus de criarem uma quantidade significativa de parques eólicos offshore. Se, por um lado, tal pode contribuir para reduzir a dependência do petróleo e gás russos, por outro, não é claro de que forma enormes quantidades de energia verde podem atravessar fronteiras sem sobrecarregar as redes terrestres (já de si sobrecarregadas) ou que não se venha a verificar um emaranhado de cabos no fundo do mar.

Mar do Norte (Foto: M. Meissner/AP)

Uma solução que está a ser analisada são as redes offshore, com novos parques eólicos ligados a hubs, ou ilhas de energia, por sua vez ligados a cabos que abastecem vários países europeus, em vez de apenas um. A empresa dinamarquesa Energinet já está a estudar a ligação de duas ilhas de energia situadas nos mares do Norte e Báltico com a Alemanha e a Bélgica, e há também conversações com a Noruega e a Holanda sobre futuros projetos.

Uma das vantagens da criação destes hubs energéticos é o facto de permitirem que a energia eólica produzida permaneça no mar até ser necessária, o que evita sobrecarregar a rede terrestre.

A implementação de uma rede comum de energia eólica submarina, ainda que represente enormes vantagens, levanta, contudo, algumas questões que poderão ser difíceis de ultrapassar. Desde logo que estados assumirão as despesas de desenvolver projetos que envolvem vários países (em alguns casos não pertencentes à União Europeia, como o Reino Unido), assim como a ausência de um quadro legal.

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