Energia

Preço dos combustíveis poderá subir em flecha com embargo ao petróleo russo

JP Morgan deixa o alerta: embargo da UE poderia provocar subida de cotação do crude aos 185 dólares/barril
Preço dos combustíveis
Preço dos combustíveis

Parece cada vez mais eminente uma nova escalada no preço dos combustíveis. Um possível embargo total e imediato ao petróleo russo iria cortar o fornecimento à Europa em cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia (um corte gradual poderia rondar os 2,1 milhões), com consequências a vários níveis, nomeadamente no preço.

Se a União Europeia avançar com esta proibição, o preço do barril de petróleo poderá alcançar um valor recorde de 185 dólares por barril, um aumento de 65% face à cotação média atual, de acordo com as estimativas da consultora JP Morgan, citada pela Bloomberg.

A União Europeia tem discutido a questão do bloqueio ao petróleo russo, em resposta à agressão à Ucrânia por parte de Moscovo, no entanto, as maiores economias europeias, como Alemanha, Hungria e Áustria, tem sido focos de resistência a esta medida. De acordo com alguns analistas, para além da previsível subida do preço do petróleo a Europa poderia enfrentar uma forte recessão económica.

O sexto pacote de sanções a determinar à Rússia como consequência da invasão à Ucrânia poderá determinar um embargo parcial ou total. Ainda de acordo com a previsão da JP Morgan, os principais destinos alternativos, China e Rússia poderão não absorver um volume desta natureza, pelo menos nos tempos mais próximos.

No entanto, responsáveis da consultora acrescentam que uma solução de embargo imposta em abril, mas que apenas entrasse em vigor de forma faseada, poderá não provocar a subida abrupta do preço do crude.

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