Energia

Líderes europeus planeiam fazer compra conjunta de gás e hidrogénio

Objetivo da compra é ajudar os países da UE a lidar com a subida de preços da energia provocada pela guerra na Ucrânia
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Tubos de gás natural (AP/Petr David, File)
Tubos de gás natural (AP/Petr David, File)

Líderes de países da União Europeia (UE) deverão concordar em fazer uma compra conjunta de gás, gás natural liquefeito (GNL) e hidrogénio para preparar para o próximo inverno. A notícia foi avançada pela Reuters, que teve acesso ao rascunho do discurso que deverá ser feito no Conselho Europeu de 24 e 25 de março.

Tendo em vista o próximo inverno, os Estados-Membros e a comissão vão trabalhar juntos na compra conjunta de gás, GNL e hidrogénio”, pode-se ler no rascunho da declaração.

Os líderes irão também ponderar novas medidas que sirvam de apoio aos consumidores face ao aumento dos preços da energia.

Esta decisão vem no seguimento da invasão russa à Ucrânia e da subida de preços da energia. A Rússia é um responsável pelo fornecimento de cerca de 40% do gás usado na União Europeia, e desde o início da guerra que a UE tem procurado importar a partir de outros fornecedores, como o Qatar e os Estados Unidos.

A ideia de fazer uma compra conjunta para criar stocks de gás não é de agora. Já o ano passado, a Comissão Europeia tinha feito esta proposta, sendo que vários países concordaram uma vez que seria uma forma de lidar com possíveis problemas que poderiam surgir no fornecimento.

Espera-se que Bruxelas proponha uma lei esta semana que obrigue os países a garantir stock de pelo menos 90% de gás antes de cada inverno. A UE pretende também ajudar os países nesta primeira compra conjunta.

Não tem sido fácil avançar com uma resposta conjunta da UE uma vez que há países, como a Alemanha, os Países Baixos e a Dinamarca que são contra a intervenção no mercado, afirmando que pode prejudicar o investimento em energias limpas.

Por outro lado, Portugal, Espanha, Itália e Grécia fazem parte do grupo de países a favor de uma intervenção no mercado energético europeu.

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