Energia

Diretores da Shell podem enfrentar processo por causa de transição climática

Advogados ambientais no Reino Unido alegam que diretores são responsáveis por objetivos pouco ambiciosos da empresa para reduzir emissões
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Refinaria da Shell (Associated Press/David J. Philip)
Refinaria da Shell (Associated Press/David J. Philip)

A empresa anglo-neerlandesa Shell poderá estar prestes a enfrentar um processo judicial por, alegadamente, não estar a fazer uma transição climática suficientemente ambiciosa. Advogados da ClientEarth (associação ecológica que atua na área do direito ambiental), preparam-se para avançar com uma ação legal no Reino Unido contra os diretores da petrolífera.

De acordo com um comunicado da Reuters, os advogados da ClientEarth consideram os diretores da Shell pessoalmente responsáveis pela fraca ação da empresa para a transição para uma economia baixa em emissões de carbono. Alegam que há uma alegada violação dos deveres dos diretores face à Lei das Sociedades do Reino Unido.

Os advogados da ClientEarth referem ainda que apesar da Shell ter prometido reduzir para metade as emissões nas suas operações, o objetivo de redução para o uso dos produtos Shell – a área com mais emissões de carbono das petrolíferas – não é suficientemente abrangente.

A Shell já foi informada da intenção dos advogados que agora aguardam resposta da petrolífera para avançarem para a instância judicial máxima de Inglaterra e Gales. O processo só poderá avançar se o tribunal permitir.

À Reuters, a Shell respondeu que tem cumprido a estratégia global criada à luz do Acordo de Paris.

A empresa referiu ainda que só será possível melhorar a cadeia de fornecimento na energia com medidas criadas pelos governos. “Estes desafios não podem ser resolvidos com litigações”, a Shell referiu à Reuters.

Esta não é a primeira vez que os planos de transição climática da Shell são postos em causa. O ano passado, um tribunal neerlandês ordenou que a petrolífera fosse mais longe com as suas metas de redução de emissões. A empresa está agora a recorrer da decisão.

(fotos: Ken Smith/Shell)

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