Energia

Ilhas artificiais tipo baterias vão aquecer coração de Helsínquia

Projeto Hot Heart vai construir ilhas artificiais para aquecer Helsínquia, na Finlândia
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Por mais energia que as turbinas eólicas ou os painéis solares possam gerar, vai haver alturas em que o vento não sopra e o sol não brilha. Para garantir que a transição para as fontes sustentáveis é viável, é essencial criar solução para armazenar energia. Em Helsínquia, na Finlândia, o plano é construir ilhas que armazenam calor.

O projeto Hot Heart, que é como quem diz “coração quente” em inglês, consiste no desenvolvimento de um arquipélago composto por dez ilhas com bacias que armazenam energia termal. Algumas das ilhas, que terão 225 metros de diâmetro, vão ser também centros recreativos.

Projeto Hot Heart - AWAY
Arquipélago do projeto Hot Heart (imagem: CRA – Carlo Ratti Associati)

Vai ser na costa de Helsínquia que o Hot Heart vai nascer até 2028. O sistema vai funcionar como uma bateria gigante. A energia renovável gerada será convertida em calor e armazenada nestes tanques que podem levar um total de 10 milhões de metros cúbicos de água.

Durante o inverno, o calor será transportado para o centro de distribuição na cidade.

Este sistema será gerido por inteligência artificial e deverá cobrir todas as necessidades de aquecimento de Helsínquia – estimadas em 6000 GWh – até final de 2030, com um custo estimado 10% inferior ao de 2021.

Além de funcionarem como baterias gigantes, quatro das dez ilhas artificiais vão também servir como zonas para a população. Vão ser desenvolvidas florestas flutuantes – ecossistemas tropicais que vão ser aquecidos pelas bacias - que vão estar cobertas por cúpulas de vidro, criando assim um espaço para socialização e lazer.

Piscinas com a água quente armazenada vão estar abertas para que as pessoas possam usufruir delas.

Projeto Hot Heart - AWAY
Florestas tropicais vão cobrir quatro das ilhas (imagem: CRA - Carlo Ratti Associati)

O modelo de armazenamento de energia foi criado por uma equipa multidisciplinar, da qual fizeram parte entidades como a Schneider Electric ou a Transsolar, e foi coordenado pelo estúdio de design e inovação CRA-Carlo Ratti Associati, responsável também pela proposta para a Expo 2030 em Roma.

Foi uma das propostas apresentadas no Helsinki Energy Challenge, um concurso criado para ajudar a cidade a ter aquecimento livre de carbono até 2030. O projeto Hot Heart foi o vencedor e deverá ser implementado até 2028 na capital finlandesa. Pelas suas características, pode também ser replicado noutras cidades costeiras.

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