Energia

Parque de energia solar vai dar terreno a produção agrícola no Alentejo

Projeto-piloto vai estudar quais as melhores práticas agrícolas e espécies para ocuparem terrenos do parque solar
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Ovelhas em parque de energia solar (foto: Michael Sohn/AP)
Ovelhas em parque de energia solar (foto: Michael Sohn/AP)

A futura central fotovoltaica em Cercal do Alentejo, Santiago do Cacém, vai ser palco para um novo projeto-piloto que quer juntar a agricultura à produção de energia solar. Este estudo vai permitir identificar quais as melhores práticas agrícolas e espécies para cultivar em terrenos com painéis fotovoltaicos.

Esta iniciativa que irá explorar o conceito agrivoltaico junta a Aquila Clean Energy, empresa que irá desenvolver o novo parque solar, e a Cátedra de Energias Renováveis da Universidade de Évora (CER-UE).

Parque de energia solar - AWAY
Parque de energia solar poderá ser usado para atividade agrícola (foto: Derek Sutton/Unsplash)

O objetivo deste trabalho é possibilitar a combinação de práticas agrícolas com energia solar, respondendo desta forma a uma das principais preocupações dos habitantes da zona que têm questiona sobre a viabilidade da produção agrícola nas terras onde serão instalados os módulos solares.

O estudo, que terá em conta “o tipo de solos e respetiva exposição solar”, vai analisar “a interface entre a produção solar e agrícola, identificando sinergias entre ambas as atividades”, explicou a Aquila Clean Energy citada pela Lusa.

Inicialmente serão estudadas estratégias de compatibilização, sendo que numa segunda fase serão criados projetos-piloto para as testar.

O projeto-piloto visa não só a área de implantação dos painéis solares, como também das zonas envolventes não utilizadas.

A central solar de Cercal do Alentejo implicará um investimento de 164,2 milhões de euros e deverá começar a produzir energia em 2024. Terá uma capacidade instalada de 275 megawatts (MW) e irá fornecer energia limpa a 141 mil casas.

O projeto, que já recebeu Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada, tem sido contestado pelo movimento cívico Juntos pelo Cercal, que junta moradores e empreendedores daquela freguesia.

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