Mobilidade

Indústria automóvel com perdas avultadas pela falta de componentes essenciais

As previsões no segundo trimestre já não eram animadoras, mas as mais recentes traçam um cenário ainda mais negro que se pode prolongar até 2023.
Indústria automóvel (foto: Erik Mclean/Unsplash)
Indústria automóvel (foto: Erik Mclean/Unsplash)
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Muito se tem falado na crise no fornecimento de chips como motivo para as quebras de produção por parte dos fabricantes de automóveis e consequente falta de unidades para entrega aos clientes. Mas esse parece ser apenas um dos componentes cujas cadeias de abastecimento enfrentam dificuldades. Previsões revistas para este ano indicam que o atual cenário poderá resultar em perdas para os construtores de automóveis a rondar os 181 mil milhões de euros, cerca do dobro do que se previa no início do ano.

Chip (foto: Sergei Starostin/Pexels)
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Ao acentuado desnível da balança oferta/procura de semicondutores, soma-se a escassez e consequente subida de preços de outros produtos, como o aço e a resina plástica, o que está a obrigar os construtores a abrandarem a produção de veículos, assegura a consultora Alixpartners. Já em maio, esta previa que os fabricantes iriam ter uma quebra de 95 mil milhões de euros em receitas e que iriam produzir menos 3,9 milhões de veículos. Contudo, a continuada escassez de materiais e componentes essenciais para o fabrico de veículos veio alterar as previsões e para pior. No fim do ano, os construtores terão produzido menos 7,7 milões de veículos e terão faturado menos 181 mil milhões de euros.

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Fábrica (foto: Laurel e Michael Evans/Unsplash)

Ao contrário do que os próprios fabricantes anteviam, o normal fluxo das cadeias de abastecimento não está a ser restabelecido, nem tão pouco estão a descer os preços dos materiais, como esperavam que acontecesse à medida que o ano entra no último trimestre. A consultora Alixpartners tem uma visão semelhante e vai mais longe, ao antever um cenário negro para os próximos tempos.

"Tínhamos inicialmente presumido que voltaríamos ao normal e recuperaríamos o volume no quarto trimestre”, confessou à Reuters, Dan Hearsch, da Alixpartners. “Isso não vai acontecer. Pelo contrário, os fabricantes de automóveis poderão vir a ter stocks pequenos até ao final de 2022 ou início de 2023.”

Tawain tenta resolver escassez de chips

No caso dos chips, são agora necessárias 21 semanas para satisfazer uma encomenda. “Esta parece ser a escassez de fornecimento mais prolongada que a indústria já conheceu, uma vez que ainda não acabou”, frisou Dan Hearsch. "É certamente a de maior alcance, pois está a acontecer em todo o mundo.

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