Sustentabilidade

Devem as empresas mais poluidoras estar na próxima conferência climática?

Um conjunto de 450 organizações da sociedade civil querem afastar empresas poluidoras da COP28
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Manifestações durante a COP27, Egipto (foto: Peter Dejong/AP)
Manifestações durante a COP27, Egipto (foto: Peter Dejong/AP)

A próxima conferência climática (COP28) organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) irá decorrer entre 30 de novembro e 12 de dezembro de 2023 no Dubai. O evento está envolto em alguma polémica, isto porque há muitas suspeitas de pressões de empresas ainda com forte interesse nos combustíveis fósseis. Mas não só.

Um conjunto de 450 organizações da sociedade civil, a nível mundial, a que se juntou a associação ambientalista portuguesa Zero, exigiram na passada semana o afastamento dos líderes de empresas poluidoras das negociações climáticas na COP28.

Sultão Ahmed Al-Jaber - AWAY
Sultão Ahmed al-Jaber, CEO ADNOC (foto: Karim Sahib/AFP via Getty Images)

A nomeação do sultão Al-Jaber, executivo da Abu Dhabi National Oil Company, para presidir à COP28, conforme noticiado pela AWAY, está a ser alvo de forte polémica. As organizações em causa exigem que o presidente da COP28 que seja livre e independente da influência dos combustíveis fósseis, mas também “o fim da influência indevida que permitiu a sua nomeação” – lê-se em comunicado.

Os subscritores da iniciativa criticam “a negligência dos governos mundiais”, ao permitirem que os poluidores “conduzam a agenda” das negociações globais.

“Sem controlos sobre a interferência da indústria, em cada ano, legiões de lobistas convergem para as negociações climáticas anuais. Na última Conferência das Partes no Egito (COP27), verificou-se a participação de centenas de lobistas como membros de delegações de países, como foi o caso da delegação de mil pessoas dos Emirados Árabes Unidos, que contou com mais lobistas de combustíveis fósseis do que qualquer outra delegação”, lê-se no documento emitido pela organização portuguesa.

COP27 - Away
COP27 no Egipto (Foto: T. Hartwell/ AP)

De acordo com a Zero, Al-Jaber dirige uma das 15 empresas mais responsáveis por emissões de carbono, com planos de expansão apenas superados pela Qatar Energy, o que torna a nomeação “particularmente insidiosa”.

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