Com a subida constante dos preços dos combustíveis, é natural que se procurem alternativas mais baratas para atestar o depósito. Os combustíveis low cost parecem ser uma opção atrativa para poupar uns euros, mas será que essa poupança compensa a longo prazo?
Na rubrica auto do Doutor Finanças, o especialista em automóveis, Pedro Bastos, esclarece algumas dúvidas sobre este tipo de combustível e os cuidados a ter com a manutenção do motor.
"O combustível low cost é um combustível simples, sem os lubrificantes e aditivos que os combustíveis premium possuem. Não significa que seja de má qualidade ou que vá estragar o motor de um dia para o outro, mas há algumas questões a ter em conta", começa por explicar.
"Trabalhar com o motor mais caro, não só faz com que trabalhe melhor e mais livre e ao trabalhar mais livre, também consome menos. Porque se a máquina está a fazer menos esforço para produzir a mesma potencia, vai circular melhor e com consumos mais agradáveis", referiu.
Segundo Pedro Bastos, usar combustível low cost de vez em quando não é um problema grave, mas abastecer sempre com este tipo de combustível pode trazer riscos. A longo prazo, a falta de aditivos e lubrificantes pode levar a:
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Desgaste prematuro do motor
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Entupimento dos injetores
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Perda de performance
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Menor eficiência do combustível
Ou seja, o motor pode começar a trabalhar com mais esforço para gerar a mesma potência, o que acaba por aumentar o consumo.