Energia

Gasolina e gasóleo descem 1,0% e 4,4% entre abril e maio, revela a ERSE

Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos publicou o relatório que compara a evolução dos preços dos combustíveis
Combustíveis (Foto: Unsplash)
Combustíveis (Foto: Unsplash)

O preço dos combustíveis tem andado numa espiral de subida nada animadora. Em particular no último ano e meio. Depois dos problemas económicos motivados pela pandemia, vimos 2023 chegar com a Guerra na Ucrânia e, com isso, mais motivos de preocupação. Ainda assim, o último relatório da ERSE parece mostrar uma descida do preço dos combustíveis entre abril e maio.

Ou seja, de acordo com o boletim mensal do mercado de combustíveis, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), revelou que o preço médio de venda ao público da gasolina simples 95 desceu 1,0% em maio face a abril, para 2,000 euros por litro, enquanto o gasóleo simples recuou 4,4% para 1,893 euros, divulgou hoje a ERSE.

As contas do regulador energético

Segundo o regulador, o mecanismo de revisão semanal do ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos) implementado pelo Governo para fazer face à subida do preço dos combustíveis traduziu-se, em maio face a abril, num decréscimo de 16,3 cêntimos por litro (cent/l) do ISP aplicado à gasolina.

“A componente do PVP de maior expressão corresponde à cotação e frete, que representou em maio aproximadamente 46,2% do total da fatura da gasolina, seguindo-se os impostos (43,2%)”, refere.

Já os custos de operação e margem de comercialização, a incorporação de biocombustíveis, a logística e a constituição de reservas estratégicas representam, em conjunto, cerca de 10,6% do PVP médio da gasolina simples 95.

Gasóleo desceu mais do que gasolina

No que diz respeito ao gasóleo simples, em maio o PVP recuou para 1,893 euros por litro (1,980 euros em abril), também “contrariando o comportamento do preço do barril de petróleo no mercado internacional”.

Na sequência da revisão semanal do imposto, o ISP aplicado ao gasóleo registou um decréscimo de 12,7 cêntimos/litro no mês de maio.

Também no gasóleo, “a maior fatia do PVP paga pelo consumidor corresponde à componente cotação e frete (48,5%), seguida do valor de impostos (36,9%)”.

“À semelhança do que ocorreu na gasolina, observou-se uma inversão das componentes de impostos e de cotação+frete na composição do PVP do gasóleo, decorrente da aplicação do mecanismo de revisão semanal do ISP”, nota a ERSE.

Por sua vez, “os custos de operação e margem de comercialização, a incorporação de biocombustíveis, a logística e a constituição de reservas estratégicas, representam, em conjunto, cerca de 14,5% do PVP médio do gasóleo simples”.

Onde é que os combustíveis são mais baratos?

Os hipermercados continuaram em maio a apresentar “as ofertas mais competitivas” nos combustíveis rodoviários, seguidos pelos operadores do segmento ‘low cost’.

No caso do gasolina, os hipermercados apresentaram preços “1,2% abaixo dos operadores do segmento ‘low cost’ [1,905 euros/litro contra 1,929 euros/litro] e 5,7% inferiores aos dos postos de abastecimento que operam sob a insígnia de uma companhia petrolífera [2,021 euros/litro]”.

Já no gasóleo, os hipermercados apresentaram preços médios de cerca de 8,9 cent/l abaixo do PVP médio nacional, enquanto os operadores ‘low cost’ disponibilizaram gasóleo simples a um preço médio de 1,811 €/l, o que representa um adicional de 0,4% face ao preço dos hipermercados.

Quanto às companhias petrolíferas de bandeira, reportaram preços médios do gasóleo de 1,914 €/l, cerca de 2,1 cent/l acima do preço médio nacional.

Numa análise da variação geográfica de preços a nível nacional, a ERSE conclui que “os distritos de Castelo Branco e Braga registaram os preços de gasóleo e gasolina mais baixos em Portugal continental”, enquanto “Bragança, Beja e Faro apresentaram os preços mais altos”.

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