Sustentabilidade

Julho em brasa: 47ºC no dia 14 marcam novo recorde de temperatura mensal

Anterior máximo histórico para julho tinha sido registado em 1995, quando a estação de Amareleja registou 46,5ºC
Pinhão (Foto: Flickr)
Pinhão (Foto: Flickr)

A temperatura em Portugal continental atingiu um novo extremo para o mês de julho, com a estação do Pinhão a registar 47ºC na quinta-feira, 14 de julho. O anterior valor máximo para julho era de 46,5ºC e foi registado na estação de Amareleja, em 1995.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na quinta-feira, em 26 estações meteorológicas foram ultrapassados os valores de temperatura máxima do ar para o presente mês. Em Pinhão, Alvega e Mirandela, os termómetros registaram temperaturas iguais ou superiores a 45ºC e em 46% das estações, os valores foram iguais ou superiores a 40ºC.

No mesmo dia, houve apenas três zonas – Cabo Carvoeiro, Cabo Raso e Cabo da Roca – a registar uma temperatura máximo inferior a 30ºC.

Onda de calor (Foto: T. Padilla/AP)

As temperaturas mínimas também têm atingido novos picos na última semana, com várias estações meteorológicas a atingir extremos absolutos entre os dias 12 e 14 de julho.

O dia 14 de julho foi considerado o segundo dia mais quente do ano, sendo que o primeiro foi 13 de julho, altura em que a temperatura média do ar foi de 30,8ºC.

O calor vai continuar nos próximos dias, com o IPMA a prever que, até domingo, os valores da temperatura máxima serão da ordem de 35ºC, com as temperaturas mínimas a ficarem entre 19ºC e 20ºC. Esperam-se também noites tropicais.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou, na quinta-feira, que Portugal registou um excesso de mortalidade entre 7 e 13 de julho correspondente a 238 óbitos, atribuídos à onda de calor. Graça Freitas, a diretora-geral da Saúde, em declarações à Lusa, referiu que as pessoas mais fragilizadas são as mais atingidas e salientou a importância de manter a hidratação durante os dias de maior calor.

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