Fantástico

Ornitópteros de Dune de D. Villeneuve como opção de mobilidade futurista?

Foram precisos mais de 50 anos e inúmeras tentativas para se chegar àquela que será a melhor personificação das aeronaves de Dune
Dune de Denis Villeneuve
Dune de Denis Villeneuve
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O há muito antecipado Dune de Denis Villeneuve chegou finalmente ao grande ecrã e tem dado muito que falar. Nos Estados Unidos, foi o primeiro filme que tirou as pessoas de casa e voltou a levá-las ao cinema no pós-Covid. Em Portugal, também foi o filme mais visto no fim de semana a seguir à sua estreia.

Para além dos cenários e da história que tem despertado a curiosidade, uma das coisas que mais tem dado que falar são os ornitópteros que o realizador trouxe para o grande ecrã. Parece que, pela primeira vez, há uma boa interpretação da aeronave.

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Quando apresentados pela primeira vez pelo autor do livro, Frank Herbert, em 1965, os ornitópteros chamaram logo a atenção pelo seu elemento futurístico. Não era a primeira vez que eram descritos, havendo já representações deles criadas por Leonardo DaVinci. Mas, no universo de Dune, os ornitópteros, ou simplesmente tópteros, faziam todo o sentido.

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Os ornitópteros, para quem não está familiarizado, são uma aeronave, que não é nem um helicóptero nem uma nave espacial. É um transporte único que, para voar, não usa hélices, mas sim asas que se movimentam como as dos pássaros ou dos insetos.

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Na descrição de Frank Herbert, os tópteros faziam um zumbido, quase animal, quando estavam em standby. Desciam a pique quando necessário, colando as asas ao corpo da nave, e descolavam na vertical, como um eVTOL. Ao aterrar, faziam uma espécie de agachamento, a imitar a aterragem de muitos insetos.

Ao longo dos anos, com cada nova adaptação do livro, com cada novo filme, série e jogo, surgiram mais e mais representações dos famosos tópteros. Raramente as expectativas correspondiam à realidade, e o transporte voador ficava sempre aquém. Até agora…

Os ornitópteros do novo Dune de Denis Villeneuve têm sido considerados os melhores até hoje criados e capturam tudo (ou quase tudo) do que vem descrito no livro de Frank Herbert.

Para criar os ornitópteros, o realizador inspirou-se no corpo e asas das libelinhas. Talvez seja esta a única crítica que se possa fazer. No livro, o autor descreveu os tópteros como máquinas voadoras com asas como as de pássaros.

Quando os idealizou, Denis Villeneuve definiu que os ornitópteros deveriam parecer reais e não saídos de um mundo de fantasia. Em suma, tinham de ter uma estrutura que aparentasse ser capaz de responder às leis da física e da gravidade.

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Quando se vê o filme, dá vontade de entrar naquela espécie de avião. A estrutura é imponente, poderosa e barulhenta e cria a sensação de um veículo realmente robusto que é capaz de dar resposta às situações mais extremas que surgem em Dune.

Em voo, os tópteros cortam o ar com facilidade e fazem acelerações de cortar a respiração até de quem está confortavelmente sentado na poltrona da sala de cinema. Os mergulhos em pique, com as asas coladas ao corpo da nave, são também incríveis. Todas estas sensações são criadas sem nunca se perder aquela sensação de que o que estamos a ver talvez pudesse existir na nossa realidade.

Timothée Chalamet como Paul Atreides e Josh Brolin como Gurney Halleck

Infelizmente, o mais perto que estivemos de ter ornitópteros no nosso dia a dia foi quando foram construídos para o filme. Ainda assim, apesar de parecerem reais, não o são e as máquinas de 11 toneladas de Dune não são realmente capazes de voar.

Com o Dune de Denis Villeneuve, fica a expectativa e a vontade de, um dia, quem sabe, voarmos dentro destas aeronaves.

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(Fotos: Direitos Reservados)

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