Cidades

Algarve terá projeto-piloto de aproveitamento de água de múltiplas fontes

Projeto para agricultura ficará pronto até 2025 e prevê utilização de águas superficiais, subterrâneas e residuais tratadas
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Algarve terá projeto de aproveitamento hidroagrícola (Foto: D. Genmaro/Unsplash)

Algarve terá projeto-piloto de aproveitamento hidroagrícola

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Até 2025, deverá ser criado no Algarve o primeiro sistema de aproveitamento hidroagrícola de múltiplas origens em Portugal que usará águas de três origens distintas: águas superficiais, subterrâneas e residuais tratadas.

De acordo com a informação dada à Lusa pelo diretor regional de Agricultura e Pescas, Pedro Valadas Monteiro, o projeto-piloto prevê a requalificação de furos para aceder a aquíferos e a distribuição de águas residuais tratadas da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Real de Santo.

Abacateiros (Foto: AP/Tamara Lush)

Neste momento, já está a ser feita a reabilitação de dois furos aquíferos, que servirão para reforçar ou até evitar a utilização da água da barragem. As águas residuais da ETAR de Vila Real de Santo António serão distribuídas por duas explorações de abacateiros.

O custo estimado do projeto será entre 3 e 4 milhões de euros e faz parte do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, para o qual estão destinados 200 milhões de euros provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Como tal, as intervenções necessárias para o projeto têm de terminar até 2025.

Barragem (Foto: Ben Freeman/Flickr)

O projeto tem como parceiros a Associação de Regantes do Sotavento do Algarve, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, a Agência Portuguesa do Ambiente/ARH do Algarve e a Direção-Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, assim como a Águas do Algarve, entidade que gere o sistema das barragens de Odeleite e Beliche, as duas que existem na zona este da região.

Algarve terá também instalação de estação de dessalinização

Entre as medidas previstas no plano regional inclui-se uma estação de dessalinização, que irá gerar mais água para ser utilizada na zona do Algarve.

Pedro Valadas Monteiro explicou que esta água não será utilizada para agricultura já que o mar fica afastado dos terrenos de plantação e é dispendioso elevar a água.

A água dessalinizada será para outros utilizadores, o que permitirá diminuir a utilização de água das barragens.

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