Cidades

Porto: Metrobus a hidrogénio arranca em julho e custará 66 milhões de euros

Rotunda da Boavista terá apenas uma estação e autocarros a partir da Casa da Música terão dois possíveis destinos
Porto (Foto: H. Rivas/Unsplash)
Porto (Foto: H. Rivas/Unsplash)

O projeto do BRT - bus rapid transit -, também conhecido por metrobus, do Porto parece ter sofrido novas alterações, tendo sido anunciado que o destino dos autocarros a partir da Casa da Música será alternado entre a Praça do Império e a rotunda da Anémona, em Matosinhos.

Depois de uma sessão de apresentação e debate do projeto, que ocorreu esta quarta-feira na Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos, no Porto, Tiago Braga, presidente da Metro do Porto explicou que a rede irá funcionar como um Y.

Haverá um troço comum entre a rotunda da Boavista e a estação do Pinheiro Manso, sendo que, a partir deste ponto, os veículos terão destinos diferentes, ora para a rotunda da Anémona (ou Praça Cidade do Salvador), em Matosinhos, ora para a Praça do Império.

Também durante a sessão, ficou a saber-se que foi abandonada a intenção inicial de ter duas estações na rotunda da Boavista, passando a estar planeada apenas uma, em frente à Casa da Música, para evitar o aumento de atravessamentos.

O projeto não está a avançar sem críticas e, durante a sessão, alguns munícipes mostraram o seu desagrado especialmente acerca do troço na Avenida Marechal Gomes da Costa que obrigará ao abate de árvores. Face a isto, Tiago Braga referiu que haverá apenas abate na parte inicial do troço e, potencialmente, algum na avenida da Boavista.

Quanto à intervenção na Marechal Gomes da Costa, já sem via dedicada para o novo meio de transporte, serão alinhados os separadores centrais arborizados, bem como unidas algumas secções desses separadores, permitindo-se o cruzamento rodoviário para a Avenida da Boavista sem semáforo, no sentido da rotunda homónima.

O BRT implicará um investimento de cerca de 66 milhões de euros e é financiado na sua totalidade pelo Plano de Recuperação e Resiliência. A empreitada tinha data de início para junho, mas foi adiada para julho.

Os novos autocarros da rede metrobus serão movidos a hidrogénio e terão uma velocidade máxima de 50 km/h.

(Fotos: Unsplash e YellowCat/Flickr )

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