Cidades

Smartcities do futuro têm de ser desenhadas a pensar nas pessoas

Com cada vez mais pessoas a viver nos grandes centros urbanos, é essencial repensar as cidades para que elas cresçam de forma sustentável
Transformar cidades pelas pessoas
Transformar cidades pelas pessoas
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Transformação tem sido a palavra de ordem no seio das cidades. De ano para ano, surgem e mais e mais notícias sobre a importância de transformar para adaptar. Fala-se da necessidade de criar cidades inteligentes e resilientes, (re)desenhadas para as pessoas que nela habitam. E se a tendência se mantiver, só assim será possível garantir qualidade de vida aos habitantes.

De acordo com o World Cities Report 2020: O valor da urbanização sustentável, estima-se que até 2050, 68% da população mundial esteja concentrada em áreas urbanas. O relatório refere também que as pessoas têm mais tendência para se deslocarem para as megacidades, ou seja, para as cidades com 10 milhões de habitantes ou mais.

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O que estes dados mostram não é uma preferência, mas sim uma necessidade: é nas grandes metrópoles que estão concentradas grande parte das atividades económicas e onde mais facilmente se tem acesso a emprego, eventos culturais e um tanto outro número de serviços importantes para se ter qualidade de vida.

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O problema é que as cidades não estão preparadas para receber tanta gente. Não há um planeamento feito sobre como é que é possível receber estes novos habitantes de forma sustentável para todos.

É por isso que facilmente se vê que, sim, é nos centros urbanos que encontramos mais pessoas, mas é também lá que encontramos grandes problemas como incorreta gestão de resíduos, falta de espaços verdes, pouca segurança na rua, acesso restrito a água e habitação, exclusão social e desigualdade. A pandemia também teve maior incidência nas áreas urbanas e mostrou a falta de preparação das cidades para este tipo de situações extremas.

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Estamos a ser cada vez mais confrontados com os desafios e limitações das grandes metrópoles e é por isso essencial perceber o que deve e o que pode ser feito para que o crescimento urbano seja sustentável e focado nas pessoas.

Líderes e representantes de grandes cidades têm percebido a importância de dialogar entre eles para que se consiga criar planos de ação adaptados às necessidades de cada um. De acordo com a Metropolis, uma associação focada em criar diálogo entre líderes urbanos, há a consciência de que não existe uma solução única e que apenas com a partilha de conhecimento é possível alcançar um melhor futuro.

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O trabalho para cidades mais focadas nas pessoas e nas suas necessidades tem sido trilhado nos últimos anos e a consciência de que é importante melhorar tem levado cidades a agir e cada vez é mais comum, como são exemplos os que aqui partilhamos neste artigo de Paris, Roterdão e Dublin.

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Ainda assim, e de acordo com o divulgado pela Metropolis, ainda há muito trabalho a se desenvolver para se conseguir cidades mais seguras, mais amigas do ambiente, com melhores serviços de saúde para as pessoas e mais inclusivas.

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