Energia

Nasceu uma das maiores centrais geotérmicas em Portugal continental

O investimento ascendeu a dois milhões de euros e foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência
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Bosch aposta em hidrogénio
Bosch aposta em hidrogénio

A Bosch instalou uma central geotérmica no seu complexo industrial em Braga, que possibilita a redução em cerca de 600 toneladas das emissões de carbono anuais, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Bosch refere que aquele novo projeto de descarbonização foi desenvolvido e implementado entre 2022 e 2023, tendo-se materializado através da instalação de um sistema de bomba de calor geotérmica.

Este sistema traduz-se na combinação entre uma bomba de calor e 140 sondas geotérmicas levadas até uma profundidade de 133 metros.

Segundo a Bosch, trata-se de “uma das maiores centrais geotérmicas em Portugal continental”.

“Através das sondas geotérmicas e de bomba de calor de condensação a água, este sistema tem a capacidade de fornecer energia térmica em arrefecimento ou aquecimento de uma forma mais eficiente e económica do que qualquer outro sistema convencional”, explica.

O investimento ascendeu a dois milhões de euros e foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

“A instalação do sistema geotérmico integra-se no plano alargado de transição energética da empresa, que tem como um dos principais objetivos, já concretizado, a eliminação do uso de gás natural como fonte de energia primária”, acrescenta o comunicado.

Aquele plano contempla um conjunto de medidas adicionais que, combinadas, equivalem a uma poupança de aproximadamente 5.740 MWh de gás natural, o que corresponde a uma redução anual das emissões de carbono de 1.160 toneladas.

Anteriormente, a Bosch já tinha feito, em Braga, o investimento na instalação de 5.934 módulos fotovoltaicos capazes de gerar anualmente 4GWh de energia elétrica, para autoconsumo na sua totalidade.

Esta produção corresponde a cerca de 10% da energia necessária naquele complexo industrial.

O objetivo é atingir uma capacidade de produção anual de 12GWh até 2027, o que irá aumentar a resiliência energética do complexo para 30% das necessidades.

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