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PSP alerta para aumento de burla em parques de estacionamento

Maioria dos casos acontece parques cobertos, como os dos centros comerciais
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Parque de estacionamento
Foto: Freepik
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Há um novo esquema de burla a deixar as autoridades portuguesas em alerta, avança a TVI. Cada vez mais condutores são abordados por pessoas que simulam acidentes e exigem dinheiro para pagar alegados estragos.

Segundo a PSP, este tipo de crime aumentou quase 80% em Portugal no ano passado. No Diário da Manhã, programa de informação transmitido nas manhãs da TVI, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, explica o fenómeno e deixa recomendações.

Segundo o responsável, trata-se de uma burla presencial que acontece com bastante frequência e que tem vindo a aumentar. “No ano de 2025, tivemos 339 registos deste tipo de burla. Comparativamente ao ano 2024, temos um aumento de cerca de 78%, portanto é uma burla que nos está a preocupar”, referiu.

As pessoas mais velhas são as principais vítimas. “Mais de 79% das vítimas são escolhidas em razão da idade. Destas 339 denúncias que temos em 2025, 79% tinham 70 ou mais anos de idade. E, portanto, aqui se vê que há um estudo prévio, as vítimas são previamente escolhidas”, explica.

Como atuam os criminosos?

Trata-se de um esquema de burla relativamente simples, mas muito eficaz, que costuma envolver duas ou três pessoas a trabalhar em conjunto. O plano começa com um dos burlões ao volante de um carro que já tem alguns danos visíveis.

A estratégia passa por simular um pequeno acidente. Normalmente escolhem vítimas que estão a fazer marcha-atrás em parques de estacionamento, sobretudo em centros comerciais, onde é mais fácil criar confusão sobre quem terá batido em quem.

Quando a pessoa está a sair do lugar de estacionamento, o burlão aproxima o carro e finge que houve um embate. De seguida, sai do veículo e aborda rapidamente a vítima, afirmando que esta bateu no seu carro e que provocou danos.

A partir daí começa a parte mais manipuladora do esquema. O suposto lesado tenta pressionar a vítima a resolver a situação imediatamente, dizendo que não vale a pena preencher a declaração amigável ou chamar as autoridades, como a PSP ou a GNR. Em vez disso, propõe um acordo rápido: pagar ali mesmo uma quantia relativamente baixa para evitar “complicações”.

A pressão é feita de forma que a pessoa tome uma decisão no momento, sem tempo para pensar. Muitas vezes sugerem que o pagamento seja feito logo em dinheiro ou pedem à vítima para ir levantar dinheiro num multibanco próximo.

Não é por acaso que estas situações acontecem frequentemente em parques de centros comerciais. Esses locais facilitam o esquema porque há sempre caixas multibanco por perto, o que torna mais fácil convencer a vítima a levantar dinheiro imediatamente.

No fundo, tudo não passa de uma encenação: o acidente nunca aconteceu e os danos no carro já lá estavam. O objetivo dos burlões é apenas levar a vítima, através de pressão e confusão, a pagar rapidamente para “resolver o problema”.

Como devemos reagir e agir de seguida? 

O porta-voz da PSP explica como devemos agir perante esta situação: “O primeiro passo é tentar a participação amigável. A maior parte dos acidentes são questões cíveis que se resolvem com uma participação e remessa à seguradora. Quando há qualquer tipo de atrito ou pressão e manipulação, deve chamar a PSP ou a GNR para tomarem conta da ocorrência”. Normalmente, quando há insistência da vítima em chamar as autoridades, os criminosos desistem.

Sérgio Soares deixa um apelo a todos: “sempre que houver estas situações, é preciso suspeitar e denunciar, tentando retirar o máximo de características possível: indumentária, se é homem ou mulher, quantas pessoas compunham o grupo e características da viatura (marca, cor, modelo e, se possível, a matrícula). Só assim podemos desenvolver a investigação criminal e tentar cessar esta atividade delituosa”.

No Jornal da Noite da TVI vai passar uma reportagem sobre este tema  

 

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