A depressão Kristin passará por Portugal na próxima madrugada, com maior impacto entre as três e as seis da manhã, acompanhada de vento muito intenso, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros por hora.
Na sequência da depressão “Joseph” foi detetada uma “ciclogénese explosiva”, que “vai intensificar-se rapidamente em 24 horas” e passará por Portugal na próxima madrugada, – com maior impacto entre as três e as seis da manhã, com “vento muito intenso”, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros hora, adiantou Nuno Lopes, do IPMA, não excluindo que “localmente elas possam ser superiores”.
O IPMA não consegue identificar o local exato que sofrerá o maior impacto, mas estima que as zonas mais afetadas pela “Kristin” serão o Norte e o Centro e sobretudo o litoral. Ainda assim, o IPMA vai "afinando o local do embate" à medida que a depressão se aproximar, mas "o problema" é que já restará pouco tempo quando esta estiver próxima, porque passará "rapidamente" pelo território.
A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face à nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.
O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem de Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.
O presidente da ANEPC antecipa que a passagem da nova depressão “vai afetar sobretudo a vulnerabilidade das redes” de transportes, elétrica, etc., apelando à população que garanta “adequada fixação de estruturas soltas”. Em contacto com terra, a ciclogénese explosiva “tem um potencial de estrago, de dano muito significativo, num curto espaço de tempo”, alertou.
Avisos de vento do IPMA às 17h00 (consultar site do IPMA para atualizações):
O estado de prontidão de nível 4 mobiliza os dispositivos de resposta até 100%, “num prazo de 12 horas”, adiantou, reconhecendo que aguardam um “fenómeno complexo” e “com potencial destrutivo muito significativo”.
"Na sequência da situação provocada pela depressão Joseph, foi detetada através das previsões o que nós chamamos de uma ciclogénese explosiva. Temos a previsão de um pequeno núcleo depressionário que vai cavar, ou seja, intensificar rapidamente em cerca de 24 horas. Já começou esse cavamento explosivo subatlântico. O principal problema é que ele vai impactar sobre o território português na próxima madrugada e associado a este cavamento está um vento muito, muito intenso, nesta altura estamos a prever que as rajadas de vento possam atingir os 160 km hora", descreveu Nuno Lopes, do IPMA, citado pela CNN Portugal.