Sustentabilidade

Ryanair eleita a companhia aérea mais poluente em ranking mundial

Transport & Environment divulgou as 10 companhias mais poluidoras e alertou para problemas no mercado de carbono
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O setor da aviação é um dos mais poluentes e apesar de ter reduzido as suas emissões durante o período da pandemia de covid-19, em 2022, as toneladas de dióxido de carbono (CO2) que emitiram começaram a aproximar-se dos números de 2019. A Ryanair encabeça a lista das mais poluentes.

O ano passado, as pessoas voltaram a viajar em força e o número de voos de curta distância dentro da Europa subiu. Consequentemente, as companhias que mais operam estes trajetos começaram a ver as suas emissões de CO2 a aumentar.

Aviões - AWAY
Aviação está a poluir quase tanto como no período pré-pandemia (foto: Elizabeth Jamieson/Unsplash)

De acordo com a Transport & Environment, que divulgou os dados, só a Ryanair emitiu 13,3 milhões de toneladas de CO2 em 2022, mais do que em 2019 (10,5 milhões de toneladas de CO2).

A Wizz Air, apesar de não ser das companhias mais poluentes, também ultrapassou os valores pré-pandemia (3,7 milhões de toneladas de CO2 em 2022 comparativamente a 3,2 milhões de toneladas em 2019).

A lista das dez companhias mais poluentes em 2022 inclui a Air France, a EasyJet, a Emirates e a Lufthansa. Podes conferir o ranking na galeria acima. A TAP não surge neste Top10.

Companhias aéreas pagam pouco pelas suas emissões poluentes

Para a Transport & Environment, as companhias aéreas estão a pagar pouco pelas suas emissões, especialmente as que estão mais focadas em voos de longa duração.

A associação ambientalista salienta que o preço do carbono está a cerca de 100 euros por tonelada de CO2. No entanto, devido à forma como o mercado europeu funciona, companhias como a Lufthansa ou a AirFrance, que fazem mais voos para fora da Europa, chegam a pagar menos de 10 euros por tonelada.

Ryanair - AWAY
Ryanair é a mais poluente (foto: Kevin Hackert/Unsplash)

Isto acontece porque o mercado de carbono europeu tem várias isenções. Uma delas é que é apenas preciso pagar por emissões de voos realizados no Espaço Económico Europeu (EEE), no Reino Unido e na Suíça. Quando os aviões vão para fora destas áreas, mesmo que partam de um destes pontos, não pagam um cêntimo pelo CO2 que emitem.

Além disso, a Transport & Environment refere que as companhias aéreas recebem licenças gratuitas pelos seus voos europeus, baixando ainda mais o preço por tonelada de CO2 emitido.

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