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Guterres critica atitudes com refugiados e alterações climáticas

Secretário-geral da ONU alerta que o mundo está a perder para as alterações climáticas e precisa de mudar as atitudes com os refugiados
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António Guterres, secretário-geral ONU (foto: António Cotrim/Lusa)
António Guterres, secretário-geral ONU (foto: António Cotrim/Lusa)

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, teceu duras críticas aos países europeus, falando em falta de acolhimento de refugiados e inércia face ao combate às alterações climáticas.

Foi durante a cerimónia de entrega do Prémio Universidade de Lisboa, na capital, que António Guterres abordou o tema da crise de refugiados, referindo que durante algum tempo os países do leste da Europa fecharam as portas aos refugiados sírios. Ainda assim, o secretário-geral da ONU acredita que já se começaram a redimir, dando apoio a pessoas que fugiram da invasão russa na Ucrânia.

Refugiados ucranianos - AWAY
Refugiados ucranianos (foto: Anupam Nath/AP)

Portugal foi apontado como o exemplo positivo, pelas suas boas políticas de acolhimento aos refugiados.

Apesar da mudança positiva no acolhimento, Guterres alertou que acredita ser essencial que se faça uma reflexão para se perceber o porquê de a Europa estar aberta para receber refugiados ucranianos, quando não receberam quem veio da Síria e do continente africano.

Cheias - AWAY
Cheias (foto: Anupam Nath/AP)

António Guterres também falou na falta de consciência política para inverter a situação das alterações climáticas. Avisou que o mundo está a perder contra este tema e que a “possibilidade de mantermos um crescimento da temperatura global limitado a 1,5 ºC está à beira de se perder e irreversivelmente”.

O secretário-geral da ONU recordou a necessidade de uma justiça climática e defendeu que os países que mais sofrem com os impactos das alterações climáticas não são aqueles que mais contribuem para esses acontecimentos.

No final, ainda criticou os países do norte que considera estarem a ter uma atitude egoísta, recusando aceitar todas as responsabilidades, “inclusivamente aquelas que assumiram no Acordo Paris” e de mostrar solidariedade com os países do sul.

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