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Rússia, Irão e Turquia podem unir-se para produzir automóveis e componentes

Sanções à Rússia e Irão levam estes países a procurar aliados. Turquia é um dos maiores exportadores automóveis mundial
Erdogan (Turquia), Putin (Rússia) e Raisi (Irão) - Fotomontagem
Erdogan (Turquia), Putin (Rússia) e Raisi (Irão) - Fotomontagem

Há uma forte possibilidade de se realizar um acordo tripartido entre construtores automóveis da Rússia, Irão e Turquia, para fazer face às recentes dificuldades de produção automóvel e assegurar uma parceria estratégica que contorna as várias sanções.

A Rússia, após a invasão ilegal da Ucrânia, ficou com a produção automóvel muito limitada depois da saída de várias marcas do seu país e do bloqueio no fornecimento de alguns componentes chave, que obrigaram o país de Vladimir Putin a encontrar soluções criativas para vender carros sem elementos de segurança essenciais.

Para o Irão, a quem a Rússia já tinha pedido apoio em maio, o problema é semelhante. Debaixo de fortes embargos dos Estados Unidos da América, repostos em 2018, ainda devido alegadamente à questão nuclear, o país tem tido dificuldade de levantar a economia aos níveis que já manifestou no século passado.

A possibilidade de os três países se juntarem nesta cooperação automóvel foi avançada por M. Najafi-Manesh, responsável pela Associação Automóvel Iraniana de Construtores, que adiantou à Agence France Press: “estes três países, e alguns na sua fronteira, representam mais de 800 milhões de consumidores, pelo que este acordo de cooperação seria altamente benéfico”.

A Turquia parece surgir neste negócio porque partilha fronteira terrestre com o Irão e marítima (Mar Cáspio) com a Rússia, que, por sua vez partilha fronteira marítima com o Irão via Mar Negro.

Para além disto a Turquia é atualmente um dos maiores exportadores de peças (e de) automóveis com mais de 12 mil milhões de euros de volume de exportações anuais, segundo dados da Organização Internacional de Construtores Automóveis (OICA).

Rússia, Irão e Turquia, pouco amigos num passado recente, estreitaram relações em 2017 durante a Guerra na Síria e parecem agora, de novo, em rota comercial, durante a Guerra da Ucrânia.

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