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Rainha Isabel II deixa legado onde sustentabilidade ambiental não foi esquecida

Enquanto o mundo se despede de Isabel II, lembramos algumas das mudanças sustentáveis da rainha de Inglaterra
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Rainha Isabel II (Foto: Samir Hussein/WireImage)
Rainha Isabel II (Foto: Samir Hussein/WireImage)

O Reino Unido está de luto com a morte da Rainha Isabel II, esta quinta-feira, 8 de setembro. A monarca, que fica na história por ter tido um dos reinados mais longos, deixa um legado único que não se esgotou apenas nas suas funções reais.

Isabel II era uma pessoa preocupada com o planeta e ao longo dos anos mostrou que até a rainha de Inglaterra poderia fazer a sua parte para diminuir a sua pegada ambiental.

Poupanças energéticas

A eletricidade era um ponto importante para a rainha que tentava poupar. Ao Independent, Ian Lloyd, um fotógrafo real e autor, referiu que o rumor de que Isabel II andava pelo Palácio de Buckingham à noite a apagar as luzes de salas vazias era verdade.

Isabel II também estava atenta à quantidade de energia sustentável que era usada nas suas residências e foram testadas luzes LED, que representam uma poupança substancial na conta da luz. O Castelo de Windsor usa eletricidade produzida por duas turbinas hidroelétricas montadas no rio Tamisa.

Moda mais sustentável

Foi em 2019 que a monarca anunciou que não iria mais usar pelo natural, e que as peças que tinha com o material iriam receber uma transformação para que passassem a ter pelo artificial. Ainda assim, a rainha não pôde dizer um adeus definitivo ao couro já que algumas das peças oficiais usam pelo e pele natural.

Rainha Isabel II a passear no jardim (Foto: S. Parsons/AP)

Apesar de não poder repetir conjuntos com frequência, várias peças da rainha surgiram mais do que uma vez, muitas vezes com a distância de anos. Depois de terem sido usados em eventos públicos duas a três vezes, as roupas eram transformadas ou então passavam a ser usadas durante férias privadas ou reuniões.

Animais, plantas e mel

Muito falado foi o facto de o Palácio de Buckingham ter começado a produzir todo o mel que consumia graças a quatro colmeias de abelhas. Colocadas numa pequena ilha no meio do lago, no jardim, as colemias estão rodeadas de centenas de tipos de flores selvagens e plantas. Em 2019, as abelhas produziram mel suficiente para mais de 200 potes.

O jardim é também ponto de orgulho já que foi pensado e é tratado de forma a manter a fauna e a flora. De acordo com o Independent, grandes pedaços de madeira estão espalhados para servirem de casa para aranhas e besouros, árvores mortas são deixadas por oferecerem o ambiente ideal para os insetos porem ovos e até para os pássaros viverem.

Cerca de 10% dos jardins tem a relva grande para permitir que as flores selvagens se reproduzam sem interferência.

Viagens mais amigas do ambiente

Por se ter afastado das viagens diplomáticas, muitas das deslocações da rainha eram dentro do país e por isso as viagens em aviões e jatos privados não eram muito comuns. Por questões de segurança, Isabel II não podia viajar em transportes públicos, mas quando era possível, optava por andar no Comboio Real que é híbrido, sendo movido a energia elétrica e Diesel.

Rainha Isabel II e Meghan Markle a sair do Comboio Real (Foto: P. Byrne/Pool via AP)

A frota da Família Real também já conta com uns quantos modelos eletrificados. Em 2017, de acordo com o Independent, um porta-voz anunciou que a Rainha tinha adquirido uma carrinha Nissan sustentável para ser usada pela equipa de jardineiros nos terrenos do Palácio. Além deste veículo, a coleção conta com os elétricos Renault Twizy e BMW i3 e um BMW 7 híbrido.

Pegada da família real

Apesar de todas as pequenas mudanças, é importante salientar que a Família Real britânica não é conhecida pela sua pequena pegada carbónica. Na verdade, em 2019, foram responsáveis por 3810 toneladas de emissões de dióxido de carbono, em parte por causa das deslocações oficiais que obrigam a viagens aéreas, muitas delas feitas em jatos privados por uma questão de segurança.

Família Real (Foto: F. Augstein/AP)

Ainda assim, de todos os membros da família real, Isabel II era a que tinha menor pegada carbónica. De acordo com o site The Eco Experts, em 2019, as deslocações da rainha apenas emitiram 7,7 toneladas de CO2. Comparativamente, as do príncipe Carlos e da mulher, Camilla, foram responsáveis por 423 toneladas de emissões.

Estas emissões foram calculadas tendo por base as viagens divulgadas pelo Palácio de Buckingham e são apenas as que têm um custo superior a 15 mil libras.

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