Os próximos dias deverão ser “complexos” e “difíceis”, com especial preocupação nas zonas ribeirinhas e em áreas suscetíveis a deslizamentos de terras. O aviso foi deixado por Mário Silvestre, Comandante Nacional da Proteção Civil, que aponta o rio Mondego como uma das principais áreas sob vigilância.
“Para os próximos dias, o que vamos continuar a ter é previsivelmente um potencial grande de termos inundações junto aos cursos de água principais, com particular destaque para o rio Mondego, atendendo a que poderá haver a probabilidade de termos um problema de galgamento dos diques desse rio”, afirmou, em declarações à TVI.
Segundo o responsável, esta situação “já obrigou à evacuação preventiva de um número considerável de pessoas”, que estão a ser acolhidas pelos serviços municipais de proteção civil. Mário Silvestre aproveitou ainda para deixar “um forte abraço” e agradecer “o excelente trabalho” desenvolvido pelas autarquias e pelos serviços municipais a nível nacional.
Além das cheias, há outra preocupação crescente: os deslizamentos de terras. “Uma das principais ocorrências que temos neste momento prende-se com o deslizamento de terras e isto tem causado comprometimentos significativos na vida normal das pessoas”, explicou, em declarações à TVI. Entre os impactos já registados estão edifícios afetados e várias vias rodoviárias condicionadas ou intransitáveis.
A previsão de mais precipitação poderá agravar o cenário. “Esta situação vai agravar-se nos próximos dias, em virtude da precipitação que está prevista”, alertou.
O comandante deixou um conjunto de orientações claras para reduzir riscos. “Cuidado com as inundações, cuidado com os deslizamentos de terras, são estes os dois fenómenos principais que podem causar risco à segurança da população”, sublinhou, em declarações à TVI.
Entre os conselhos, destaca-se o apelo para que ninguém atravesse cursos de água. “Não atravessem os cursos de água. Eles poderão ser extremamente perigosos (…) 30 centímetros de água pode ser uma armadilha mortal”, avisou.
A Proteção Civil recomenda ainda que não se estacionem viaturas em zonas historicamente inundáveis e que se respeitem as barreiras colocadas pelas autoridades. “Um dos maiores problemas que temos são pessoas a colocarem-se em cursos de água (…) violam as barreiras que estão estabelecidas, tiram as barreiras e isto é um risco para as pessoas e para o fornecimento de socorro”, lamentou.
A população deve também preparar-se para eventuais evacuações. “Preparem-se. Acima de tudo, estejam preparados. Preparem-se para a evacuação”, reforçou, aconselhando que quem toma medicação habitual tenha os medicamentos prontos a levar.
Relativamente aos deslizamentos de terras, o comandante alerta para sinais como árvores inclinadas, muros que cedem ou quedas de pedras nas estradas. “Estas quedas de pedras indiciam que poderá haver ali um movimento dessa vertente (…) Informe os serviços municipais de proteção civil”, concluiu, em declarações à TVI.