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Transportes superbaratos na Alemanha evitam 1,8 milhões de toneladas de CO2

Bilhete único de 9 euros para transportes públicos vigorou de junho a agosto e levou alemães a deixar automóveis em casa
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Bilhete de 9 euros para transportes públicos na Alemanha (Foto: Markus Schreiber/AP)
Bilhete de 9 euros para transportes públicos na Alemanha (Foto: Markus Schreiber/AP)

A Alemanha conseguiu evitar a emissão de 1,8 milhões de toneladas de CO2 em três meses, graças à criação do bilhete mensal superbarato para os transportes públicos.

Com esta medida, que termina hoje, 31 de agosto, milhões de alemães deixaram os seus veículos em casa para andar de comboio, metro, autocarro e elétrico, o que permitiu reduzir as emissões de carbono equivalentes à produção de energia para 350 mil habitações num ano.

De junho a agosto, foi possível adquirir um bilhete universal de 9 euros por mês que permitiu viajar de autocarros, U-Bahns e S-Bahns (metro e metro de superfície), elétricos e comboios regionais e urbanos. Este passe foi criado pelo governo alemão para amenizar os efeitos da inflação e dos preços dos combustíveis e parece que a adesão foi grande.

De acordo com o lobby de transportes públicos VDV, citado pela Bloomberg, nos três meses foram vendidos 52 milhões de bilhetes e 10% dos utilizadores trocou pelo menos uma das suas viagens diárias em automóveis pessoais por transportes públicos.

Apesar de ainda não ter sido anunciado se o bilhete universal vai manter-se ou se haverá outra medida semelhante de substituição, há vários políticos a acreditarem que o subsídio para andar de transportes públicos na Alemanha deve continuar.

Ainda assim, mantém-se o receio sobre se os transportes públicos alemães conseguem dar resposta à procura elevada consequente do bilhete mais acessível.

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