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Comboios interrompidos em vários troços devido às condições meteorológicas. Estas são as zonas

“Condições meteorológicas adversas dos últimos dias, que provocaram falhas na rede elétrica"
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Comboio de alta velocidade - imagem ilustrativa (foto: Barthelemy de Mazenod/Unsplash)
Comboio de alta velocidade - imagem ilustrativa (foto: Barthelemy de Mazenod/Unsplash)
Atenção: estes sete distritos continuam sob aviso laranja

A circulação ferroviária na Linha do Minho, entre Barcelos e Tamel, continuava suspensa pela 15:00, segundo a IP, mantendo-se também os constrangimentos em alguns troços das linhas do Norte, Douro, Oeste e do Ramal de Alfarelos.

Num comunicado disponibilizado no seu ‘site’, a IP - Infraestruturas de Portugal refere que as “condições meteorológicas adversas dos últimos dias, que provocaram falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura” estão “a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço”.

Pelas 15:00, o ponto de situação feita pela empresa indicava que, na Linha de Minho, a circulação continuava suspensa entre as estações de Barcelos e Tamel.

Fonte do Comando Sub-Regional do Cávado da Proteção Civil precisou à agência Lusa que o corte se mantém desde as 10:45, devido a uma derrocada de terras que ocorreu na freguesia de Carapeços e que, segundo a junta de freguesia local, levou também ao corte da Rua da Mámoa.

Fonte da IP disse não haver previsão para a reabertura daquele troço, estando os trabalhos de reparação em curso.

Ainda de acordo com a IP, pelas 15:00 mantinha-se também, na Linha do Norte, a circulação suspensa entre Soure e Coimbra B; na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho; no Ramal de Alfarelos entre Alfarelos e a Figueira da Foz; e Linha do Oeste entre Mafra e Amieira.

“As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”, remata.

Por sua vez, a CP – Comboios de Portugal indica no seu 'site' que a circulação ferroviária se encontra “suspensa e sem previsão de retoma” nos Urbanos de Coimbra, na Linha do Douro (entre Régua e Pocinho), na Linha do Oeste e na Linha do Norte, com supressão dos serviços de Longo Curso entre Braga e Lisboa.

Segundo a operadora ferroviária, está suspensa a venda para viagens em comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte para todo o dia de hoje, podendo os utentes efetuar o reembolso ou troca do seu bilhete até aos 15 minutos que antecedem a partida do comboio da sua estação de origem, sem taxas, numa bilheteira ou em MyCP (compras ‘online’).

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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