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Setor automóvel deve partilhar lucros recorde com trabalhadores

Biden pede ao setor automóvel que partilhe "lucros recorde" com trabalhadores em greve
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Greve nas fábricas automóveis nos EUA (foto: Matthew Hatcher/GettyImages)
Greve nas fábricas automóveis nos EUA (foto: Matthew Hatcher/GettyImages)

O Presidente norte-americano, Joe Biden, defendeu a 16 de setembro, no início de uma greve histórica no setor automóvel, que "lucros recorde" das empresas devem gerar “salários recorde” dos trabalhadores e destacou dois elementos da sua equipa para colaborar nas negociações.

As empresas fizeram algumas ofertas grandes, mas acho que deveriam ir mais longe para garantir que lucros empresariais recorde signifiquem contratos recorde para o [sindicato United Auto Workers] UAW”, disse o Presidente dos Estados Unidos.

Biden quis fazer hoje uma declaração oficial sobre o assunto na Casa Branca, poucas horas depois de o presidente do UAW, Shawn Fein, ter anunciado que os trabalhadores das unidades da General Motors em Wentzville (Missouri), de Toledo (Ohio) da Stellantis e da Ford em Michigan seriam as primeiras a entrar em greve a partir de hoje.

As três fábricas empregam cerca de 13.500 pessoas. Segundo Fein, esta é a primeira vez que greves são declaradas ao mesmo tempo nas três empresas.

"Sejamos claros: ninguém quer fazer greve. Mas respeito o direito dos trabalhadores de usarem as suas opções dentro do sistema de negociação coletiva. E agora vamos compreender a frustração dos trabalhadores", disse o líder da Casa Branca.

Biden informou que enviou dois membros da sua equipa para Detroit: a secretária do Trabalho, Julie Chu, e o conselheiro da Casa Branca Gene Sperling, que “devem oferecer todo o seu apoio às partes”.

Espero que as partes possam voltar à mesa de negociações para produzir um acordo em que todos ganhem”, disse o Presidente norte-americano, que foi sempre um forte defensor do trabalho dos sindicatos.

A UAW e as três empresas negociam desde julho a assinatura de um novo acordo coletivo para os próximos quatro anos, mas o sindicato queixa-se de que os fabricantes não estão a negociar de boa-fé numa altura em que obtêm lucros milionários.

O sindicato exige um aumento salarial de 46% em quatro anos, a reintrodução das pensões tradicionais, a redução do horário de trabalho e a sindicalização dos trabalhadores nas fábricas de produção de baterias.

“Durante gerações, os trabalhadores do setor automóvel sacrificaram-se muito para manter a indústria viva e forte, especialmente durante a crise económica e a pandemia [de covid-19]”, disse Biden, e hoje “eles merecem uma parte justa dos benefícios que ajudaram a criar”.

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