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Nova Zelândia planeia imposto para taxar estrume e gases de cabras e vacas

Os automóveis não são a principal fonte de emissão de gases nesta idílica ilha da Oceania
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O governo da Nova Zelândia parece ter encontrado uma nova forma de subsidiar o setor da agropecuária avançando com uma taxa inovadora. Em discussão está um novo imposto que deverá incidir sobre o estrume e gases produzidos pelos animais bovinos e caprinos, como vacas, cabras e ovelhas.

Dados recentes mostram que as emissões de gases provenientes das explorações animais na Nova Zelândia são responsáveis por cerca de metade das emissões de gases nocivos para a camada de Ozono, nomeadamente gases com o metano, dióxido de carbono e óxido nitroso. Estes dados já foram corroborados em algumas investigações da NASA.

Vacas responsáveis por emissão de gases - AWAY
Ativistas em manifestação na Nova Zelândia contra a exploração agropecuária (Foto: Lynn Grieveson/Getty Images)

Ou seja, os automóveis não são a principal fonte das emissões de gases da ilha e o governo da Nova Zelândia assenta a sua estratégia num combate direto às maiores fontes de emissões: o gado. Várias organizações e ativistas já mostraram na rua que estão a favor deste combate, mas o problema é complexo.

De acordo com a CNBC a primeira-ministra nova zelandesa Jacinda Arden referiu que os planos do governo são “um passo importante para que a Nova Zelândia faça a transição para a redução de emissões”.

Mas a agricultura é um dos setores com maior importância na Nova Zelândia sendo um dos principais motores da economia no que respeita à exportação e o processo não será pacifico junto da indústria.

A ideia do governo de Wellington passa por taxar o estrume, urina e gases de todos os animais vivos das grandes explorações agropecuárias do país e desta forma ter uma forma de reinvestir esse imposto em novas formas de combate às alterações climáticas.

Exploração agropecuária Nova Zelândia - AWAY
Exploração agropecuária (Foto: Martin Hunter/Getty Images)

No próximo dia 18 de novembro a proposta, depois de discussão pública, irá a votos, e o Governo local pretende que, se for aprovada, novas tecnologias, pesquisa e investimentos possam resultar da utilização deste novo imposto que poderá entrar em vigor até 2025.

“Nenhum governo a nível mundial avançou com um sistema que permita incentivar a redução das emissões de gases provenientes das explorações agropecuárias, desta forma os nossos agricultores podem beneficiar de serem os primeiros a recolher frutos desta aposta” – referiu Jacinda Arden.

No entanto as principais confederações dos agricultores locais mostraram-se revoltados com a proposta e asseguram que até são dos setores mais eficientes no país, pelo que irão combater a proposta.

De qualquer forma, a ser aprovado, dentro de poucos dias a Nova Zelândia pode tornar-se no primeiro país do mundo onde se taxa diretamente na produção as emissões de gases do gado…

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