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Chuvas de dezembro representaram 15% da precipitação total de 2022 na AML

Precipitação média acumulada no último mês do ano passado correspondeu a 42% do total anual na região da Grande Lisboa e Península de Setúbal
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Inundações em Lisboa, 7 de dezembro (foto: António Pedro Santos/Lusa)
Inundações em Lisboa, 7 de dezembro (foto: António Pedro Santos/Lusa)

O último mês de dezembro ficou marcado por grandes chuvas na Área Metropolitana de Lisboa (AML), sendo que num período de dez horas ocorreu 15% da precipitação total de 2022. A informação avançada pela AML tem em conta os dados recolhidos nas 18 estações meteorológicas.

É de salientar que a precipitação média acumulada de dezembro correspondeu a 42% do total do ano passado, o que originou a ocorrência de cheias em vários municípios da AML. Durante 265 dias não se registou qualquer precipitação na região.

Cheias - AWAY
Cheias na região de Lisboa (Foto: Armando França/ AP)

Apesar da chuva ocorrida neste mês invernoso, o comunicado da AML destaca a comparação da média anual de precipitação acumulada em 2022, nas estações meteorológicas do projeto CLIMA.AML, com a média dos anos 1971-2000, concluindo que 2022 teve menos 18% de precipitação do que a média desses 30 anos.

O projeto CLIMA.AML – Rede de Monitorização e de Alerta Meteorológico Metropolitano dispõe de uma rede integrada de monitorização meteorológica em contexto urbano, com uma estação meteorológica em cada um dos seus 18 municípios da AML.

Precipitação - AWAY
Chuva intensa na AML (Foto: J. Hoener/ Flickr)

É através desta rede que é possível perceber os padrões associados às alterações climáticas e os impactos nas comunidades locais. Esta é suportada por uma plataforma online que supervisiona, avalia e compatibiliza os dados meteorológicos recolhidos, em complemento com os da rede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Ainda de acordo com a AML, a comparação de dados de 2022 do CLIMA.AML, com os dados do IPMA referentes a ano imediatamente anterior, permite verificar que “a precipitação em 2022 foi cerca de 55% superior face a 2021”.

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