Atualidade

Queixa contra abate de árvores saudáveis na Covilhã

27 plátanos foram cortados como parte de uma obra de requalificação
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Árvore (foto: Jan Huber, Unsplash)
Árvore (foto: Jan Huber, Unsplash)

O abate de 27 plátanos em Unhais da Serra, no concelho da Covilhã, originou uma queixa da CDU a várias entidades, que considera ser “um ato completamente inaceitável”, enquanto o presidente do município afirmou ter sido “uma inevitabilidade”.

Em causa estão 27 árvores na Avenida das Termas, no âmbito das obras de requalificação da via que dá acesso a uma unidade hoteleira na vila do concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco.

“Estranha operação esta, que procede ao abate de dezenas de árvores saudáveis e a transformação de parte do que restou dos troncos em floreiras”, salientou, em comunicado, a CDU, que esta semana denunciou a situação ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana.

Segundo a coligação, que junta o Partido Comunista e o partido Ecologista “Os Verdes”, os representantes que se deslocaram ao local testemunharam “um ato completamente inaceitável, levado a cabo sem qualquer informação, justificação e explicação à população, com consequências ambientais consideráveis, restando saber com que fundamento e se foi ou não autorizado, em Pleno Parque Natural da Serra da Estrela”.

Na reunião pública de hoje da Câmara da Covilhã, o presidente, Vítor Pereira, justificou a intervenção com a necessidade de “tornar mais bonita aquela avenida”, explicou que “nem todas tinham problemas fitossanitários” e que “três ou quatro estavam a entrar pelas janelas ou pelos telhados” dos residentes, que solicitaram o corte.

“O que se pretende com este projeto é tornar mais bonita aquela avenida. Até lá, leva tempo”, acrescentou Vítor Pereira, segundo o qual há “uma compensação”, porque na via vão ser plantadas 33 árvores de fruto, como cerejeiras e laranjeiras, e elas “não crescem instantaneamente”.

O vereador da coligação PSD/CDS/IL Pedro Farromba lembrou o abate de árvores feito na Avenida Frei Heitor Pinto, que levou vários munícipes a questionarem o executivo, alertou que “a Avenida 25 de Abril”, também na cidade, “vai pelo mesmo caminho”, e questionou a maioria sobre a existência de um relatório fitossanitário que justifique o abate dos plátanos em Unhais da Serra.

O vice-presidente do município, Serra dos Reis, com o pelouro do Ambiente, frisou que as raízes de infiltram nos quintais, os ramos das árvores deterioram caleiros, chaminés e telhados e informou que “os técnicos foram lá e fizeram um inventário” sobre as que precisavam de poda e as que tinham de ser alvo de abate.

O presidente vincou que as árvores não se podem sobrepor a possíveis danos provocados em bens e pessoas, embora lamente quando alguma tem de ser cortada.

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