Sustentabilidade

Guarda-rios estão de regresso ao norte para proteger o rio Leça

Profissão renasce para vigiar e identificar possíveis irregularidades na água do rio ou na natureza
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A profissão de guarda-rios, extinta desde 1995, foi agora recuperada por quatro concelhos do distrito do Porto para vigiar e proteger o rio Leça que conta com 47 quilómetros de extensão.

André Carvalho, José Silva, Paulo Marujo e Daniel Vítor, funcionários dos municípios da Maia, Matosinhos, Santo Tirso e Valongo, têm desde 2022 a profissão de guarda-rios.

Rio Leça - AWAY
Rio Leça já foi um dos mais poluídos da Europa (foto: José Coelho/Lusa)

Todos os dias, percorrem a zona do rio Leça de carro, bicicleta elétrica ou a pé com o objetivo de vigiar a água que corre e identificar possíveis irregularidades na sua qualidade. Procuram plantas invasoras e focos de poluição, vedações caídas e entupimentos.

Mas vigiar o rio não é a única tarefa dos quatro guarda-rios. A sua missão é também a promoção da biodiversidade, plantação de árvores e sensibilização junto da população para a necessidade de cuidar do ambiente.

Guarda-rios do Leça - AWAY
José, Paulo, André e Daniel, os guarda-rios do Leça (foto: José Coelho/Lusa)

Esta profissão antiga, agora renascida, conta com novos desafios ambientais e, para lhes fazer frente, novas ferramentas de trabalho. Dentro de dois a três meses, os guarda-rios vão ter acesso a uma aplicação onde vão poder registar as ocorrências que identificarem, com texto e imagem.

Para os funcionários, esta profissão implica uma aprendizagem e descoberta diária, principalmente no que diz respeito à fauna e flora.

O Rio Leça já foi considerado um dos mais poluídos da Europa e, ainda hoje, a poluição é bem visível, com acumulação de vários objetos nas margens. Os vários focos de contaminação que têm surgido degradaram a qualidade da água e dos sistemas biológicos.

Guarda-rios do Leça - AWAY
Guarda-rios do Leça (foto: José Coelho/Lusa)

Em declarações à Lusa, o diretor-executivo da Associação de Municípios Corredor do Rio Leça, Artur Branco, considera que este problema acontece devido à falta de civismo por parte das pessoas e não pela falta de capacidade ou disponibilização de meios por parte das autarquias.

O projeto dos guarda-rios está a ser financiados através do programa REACT-EU e conta com um investimento de 4 milhões de euros. O rio Leça deverá ser submetido a limpeza e recuperação ecológica no final de 2023.

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