Evasão

Imprensa internacional rendida a estas 15 aldeias de Portugal que muitos portugueses desconhecem

Jornalistas estrangeiras descrevem Portugal como “um país tão variado em paisagens e estilos que o norte – lar de montanhas, flora e fauna – difere quase completamente do sul – onde litorais deslumbrantes e vilas caiadas dominam"
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Este é o concelho de Portugal que tem mais praias com zero poluição. E são todas deslumbrantes

Portugal continua a conquistar o coração da imprensa estrangeira, e a mais recente prova disso é um artigo assinado por Mary Lussiana e Abigail Malbon, jornalistas especializadas em viagens da revista Condé Nast Traveller, que se rendem a 15 aldeias portuguesas que, para surpresa das próprias autoras, continuam pouco conhecidas até por muitos portugueses.

No artigo, as autoras descrevem Portugal como “um país tão variado em paisagens e estilos que o norte – lar de montanhas, flora e fauna – difere quase completamente do sul – onde litorais deslumbrantes e vilas caiadas dominam.” E deixam claro que há muito mais para descobrir além dos destinos turísticos mais falados: “oferece muito mais do que Lisboa e Porto – mais do que a costa dourada do Algarve e os clubes de praia hippies da Comporta”, escrevem.

Entre os destinos destacados está Vila Nova de Milfontes, elogiada pela sua autenticidade costeira. “No litoral, há uma ótima cena de surfe (embora isso não seja incomum em Portugal), e as praias tendem a ser mais tranquilas do que as vizinhas mais populares”, pode ler-se no artigo. Apesar de tranquila, a vila tem vida própria: “a cidade em si é tranquila, mas oferece muitos restaurantes (que servem culinária local e frutos do mar frescos) e bares para mantê-lo ocupado à noite.”

Mais a norte, Azenhas do Mar é descrita de forma quase poética: “Não há nada mais pitoresco do que isto: uma pequena aldeia de casas caiadas com telhados de terracota estereotipados, situada no topo de uma colina com vista para uma costa rochosa.” E não é apenas bela ao vivo, como também nas fotografias: “Azenhas do Mar é provavelmente uma das cidades mais fotografadas de Portugal – e não é difícil perceber porquê quando se olha para a piscina da praia e para as ondas a rebentar.”, escrevem as jornalistas.

Évora, no coração do Alentejo, destaca-se pela sua aura intocada pelo tempo. No mesmo artigo, pode ler-se: “É raro encontrar algo que pareça remotamente moderno aqui; até as lojas de souvenirs ficam em vielas estreitas, abaixo de pequenos apartamentos pertencentes a moradores locais.” A cidade é apresentada como “uma cidade medieval que remonta à época celta, cercada por muralhas romanas.”

Mais para norte, Paredes de Coura é vista como uma espécie de paraíso natural. “Beneficia de uma paisagem verdejante e exuberante, atravessada pelo rio Coura – quase como uma Região dos Lagos portuguesa, por assim dizer.” As autoras recomendam o local para quem procura natureza e tranquilidade: “É um local ideal para desfrutar de pura tranquilidade, procurar cascatas e fazer caminhadas em meio à fauna e à flora.”

Nos Açores, o destaque vai para as Sete Cidades, que deixam qualquer visitante sem palavras. “É quase difícil acreditar que um lugar tão sobrenatural como os Açores possa existir, e ainda mais quando você explora as Sete Cidades pela primeira vez.” Para tirar o máximo partido da região, aconselham: “Experimente-a plenamente caminhando por uma das muitas trilhas ou visitando um miradouro que oferece uma vista perfeita da região.”

Amarante é apresentada como “uma das joias escondidas do norte de Portugal, onde fileiras de casarões do século XVII com varandas de madeira pintadas em cores vibrantes ladeiam ruas estreitas.” A experiência gastronómica também é enaltecida: “Experimente as especialidades do norte de Portugal, como arroz de pato ou cabrito grelhado, em um dos restaurantes com vista para o rio Tâmega.”, recomendam as autoras da Condé Nast.

Monsanto, conhecida como “a aldeiamais portuguesa de Portugal”, recebe merecido destaque: “Monsanto foi, em 1938, eleita ‘a aldeia mais portuguesa de Portugal’. Casinhas espremidas entre enormes blocos de granito; jardins parecem brotar da rocha.” É ainda sugerido: “Carros não podem se aventurar no centro da vila – caminhe até as ruínas do castelo para as melhores vistas e depois acomode-se para almoçar no restaurante Petiscos e Granitos e peça a típica sopa de favas com coentros.”

Também no interior, Sortelha é descrita como um cenário de conto medieval: “Sortelha situa-se num afloramento granítico que oferece vistas deslumbrantes sobre a paisagem a partir da torre de menagem do seu castelo do século XIII.” Um lugar onde o tempo parece ter parado: “Rodeadas pela sua muralha defensiva, as casas pouco mudaram desde os tempos renascentistas, proporcionando uma sensação de viagem no tempo e um palco perfeito para a sua feira medieval anual.”

No sul do país, Alte é celebrada pela sua autenticidade algarvia. “Alte é uma mistura encantadora de casas caiadas, ruas de paralelepípedos e buganvílias escarlates.”, escrevem as jornalistas da Condé Nast Traveller. E sugerem: “No calor do verão, refresque-se com um mergulho na Fonte Grande – uma das nascentes naturais da vila.”

O artigo também sublinha a beleza das aldeias de xisto, destacando Talasnal como exemplo: “As 27 aldeias de xisto – magnificamente preservadas no centro de Portugal – estão espalhadas por todo o campo, com o aglomerado mais importante na Serra da Lousã.”

Carvalhal, próxima da Comporta, merece a atenção das autoras: “Esta pequena vila situa-se entre pinhais, arrozais e dunas perto da Comporta, com uma maravilhosa praia de areia branca que é o cenário perfeito para um galope ao pôr do sol.”

Mais a norte, Lindoso é descrita como um lugar singular no Parque Nacional da Peneda-Gerês. “Lindoso, no Parque Nacional da Peneda do Gerês, uma das maiores atrações naturais de Portugal, é conhecido por sua coleção de mais de 50 espigueiros ou pequenos celeiros.” E acrescentam: “Cercado por paisagens selvagens e dramáticas e picos cobertos de floresta, o parque abriga lobos e águias-reais.”

Marvão surge como uma fortaleza natural de impressionante beleza: “Situada a 862 metros de altitude, numa majestosa escarpa virada para Espanha, as suas muralhas e contrafortes são indistinguíveis do granito da montanha onde se ergue.”

No extremo leste do Algarve, Cacela Velha mantém-se como um tesouro pouco explorado: “Esta pequena vila situa-se numa colina no extremo leste do belo Parque Natural da Ria Formosa, protegida pelas ruínas de uma fortaleza do século XVIII.” E o elogio à sua praia é claro: “Abaixo dela, encontram-se areias douradas, lar de lagoas quentes na maré baixa e provavelmente da melhor praia fora dos circuitos turísticos do Algarve.”

A lista termina com Belmonte, uma vila beirã com uma herança cultural rara: “Parece ser o único lugar na Península Ibérica que preservou sua herança e cultura judaicas, ainda que em segredo, desde o século XVI até os dias atuais.” E as autoras sugerem um olhar atento à arte local: “Observe a bela pietà, esculpida em granito.”

Este roteiro inesperado, traçado por olhos estrangeiros, é um convite a redescobrir um Portugal menos evidente, mas cheio de alma e autenticidade. Um país onde cada aldeia tem uma história para contar – mesmo que muitos de nós ainda não a conheçamos.

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