Evasão

Aeroporto de Lisboa lidera ranking de conforto que encosta Paris e Barcelona a um canto

Há uma facilidade que os passageiros adoram e que nem todos oferecem
Texto
Há zonas em Portugal com o solo no limite após um dos meses mais extremos de sempre

O Aeroporto Humberto Delgado está entre os 10 melhores aeroportos da União Europeia para descansar durante escalas, de acordo com o Índice de Descanso e Recarga de Energias da AirAdvisor. Para além de destacar os terminais que mais investiram em infraestruturas de apoio ao passageiro, a análise identifica também os cinco aeroportos menos preparados para responder a longos períodos de espera.

No ranking dos 10 melhores aeroportos, onde os viajantes podem efectivamente descansar durante escalas prolongadas ou interrupções, o aeroporto da capital portuguesa surge na décima posição. Ainda assim, destaca-se por oferecer condições consideradas acima da média ao nível da acessibilidade, funcionamento contínuo e opções de descanso disponíveis no interior do terminal, num contexto em que as viagens com ligação continuam a ser uma realidade para milhões de passageiros.

LOUNGE DO AEROPORTO DE LISBOA

Para elaborar o estudo, a equipa da AirAdvisor analisou 25 dos principais aeroportos da União Europeia e desenvolveu o Índice de Descanso e Recarga (ARRI), que classifica os terminais com base em critérios como investimento em áreas de descanso, instalações para dormir, acesso a chuveiros, densidade de lounges e funcionamento 24 horas.

No topo do ranking surgem cinco aeroportos que lideram no que respeita à qualidade e diversidade destas infraestruturas. O Aeroporto de Varsóvia Chopin ocupa o primeiro lugar, destacando-se pela oferta integrada de cápsulas de sono, zonas de silêncio, acesso gratuito a chuveiros e operação contínua ao longo de 24 horas, reunindo condições particularmente favoráveis para longas escalas.

Em segundo lugar surge o Aeroporto de Praga, que combina áreas de relaxamento com salas de meditação e acesso facilitado a duches, afirmando-se como uma referência entre aeroportos de média dimensão. A terceira posição é ocupada pelo Aeroporto de Frankfurt, um dos maiores hubs europeus, que mantém elevados níveis de acessibilidade e disponibiliza zonas de descanso estruturadas, bem como chuveiros de acesso público, mesmo com um volume muito elevado de passageiros. Na sequência está o Aeroporto de Munique, que se diferencia pela instalação de Napcabs, cabines individuais para dormir e por áreas especificamente concebidas para repouso dentro do terminal. O ranking dos cinco melhores fica completo com o Aeroporto de Helsínquia, que se destaca pela diversidade de soluções disponíveis, incluindo cápsulas de sono e zonas silenciosas, aliadas a uma elevada densidade de lounges e funcionamento permanente.

De acordo com o CEO da AirAdvisor, Anton Radchenko, a análise evidencia que o acesso a chuveiros é um dos factores mais determinantes para a classificação final. Aeroportos como Varsóvia, Praga e Frankfurt beneficiam de instalações com acesso público, sendo particularmente adequados para passageiros em trânsito em voos de longo curso ou sujeitos a interrupções nocturnas. Por outro lado, infraestruturas onde os duches estão disponíveis apenas mediante acesso a lounges tendem a obter pontuações mais baixas, mesmo quando existe uma oferta significativa de salas VIP. “Aeroportos que disponibilizam estas infraestruturas de forma pública, gratuita ou paga, tendem a alcançar melhores resultados, sobretudo por responderem às necessidades dos passageiros em voos de longo curso ou em situações de interrupção nocturna”, sublinha o responsável.

Segundo o CEO da AirAdvisor, a evolução dos aeroportos para espaços de permanência prolongada é uma tendência crescente no sector da aviação. Todos os anos, mais de 1,5 mil milhões de passageiros em todo o mundo realizam voos com escala, o que confirma que estas continuam a ser uma componente central das viagens aéreas modernas. Com o aumento das ligações intercontinentais, das escalas nocturnas e dos constrangimentos operacionais, os passageiros procuram cada vez mais condições que lhes permitam descansar, recuperar e manter o bem-estar durante a viagem. “O posicionamento do aeroporto de Lisboa entre os dez melhores da Europa reforça a sua relevância estratégica e a capacidade de adaptação às novas exigências do transporte aéreo”, acrescenta Anton Radchenko.

O especialista defende ainda que a infraestrutura de descanso está a afirmar-se como um novo factor competitivo entre aeroportos. “Os passageiros não precisam apenas de lojas e restaurantes; precisam de espaços para dormir, refrescar-se e recuperar. Os aeroportos que investem em áreas de descanso acessíveis e em chuveiros estão mais bem preparados para a realidade das viagens aéreas modernas”, afirma Anton Radchenko.

Os cinco piores para esperar uma ligação de voos

O ranking da AirAdvisor identifica também os aeroportos da União Europeia menos adequados para descanso, evidenciando limitações relevantes ao nível das infraestruturas disponíveis face ao volume de passageiros. Entre os cinco piores classificados encontra-se o Aeroporto de Barcelona-El Prat, com 17,2 pontos, seguido do Aeroporto de Málaga-Costa del Sol, com 16,6. O Aeroporto Francisco Sá Carneiro surge com 15,1 pontos, enquanto o Aeroporto de Paris-Orly regista 15,7. Na última posição está o Aeroporto de Bruxelas, com 14,35 pontos, sendo o aeroporto com piores condições de descanso entre os analisados.

Segundo o estudo, estas classificações mais baixas resultam sobretudo da escassez ou inexistência de zonas de descanso, do acesso limitado a duches frequentemente restrito a lounges, da reduzida densidade destas infraestruturas face ao número de passageiros e, em alguns casos, de limitações no funcionamento contínuo dos terminais. Esta avaliação incide exclusivamente sobre a infraestrutura de descanso existente dentro dos aeroportos, não reflectindo a qualidade global dos serviços, os preços praticados ou o nível de satisfação dos passageiros, os preços ou a experiência subjetiva.

Os 10 melhores aeroportos da UE para descansar e recarregar energias (ARRI)

  1. Varsóvia Chopin (WAW) - 33,7
  2. 2.Praga Václav Havel (PRG) - 33,7
  3. Frankfurt (FRA) - 29,3
  4. Munique (MUC) - 28,75
  5. Helsínquia (HEL) - 27,8
  6. Madrid-Barajas (MAD) - 26,5
  7. Amesterdão Schiphol (AMS) - 26,5
  8. Budapeste (BUD) - 24,5
  9. Estocolmo Arlanda (ARN) - 22,9
  10. Lisboa Humberto Delgado (LIS) - 22,1

Aeroportos menos adequados para descanso (Os 5 Piores do Índice)

  • Barcelona–El Prat (BCN) - 17,2
  • Málaga–Costa del Sol (AGP) - 16,6
  • Porto (OPO) - 15,1
  • Paris Orly (ORY) - 15,7
  • Bruxelas (BRU) - 14,35

Confira aqui o estudo completo

Dicas práticas para descansar num aeroporto

  • Conheça os seus direitos. Se a sua estadia prolongada no aeroporto for provocada por um atraso, o Regulamento (CE) n.º 261 garante-lhe assistência, incluindo refeições e, se necessário, alojamento em hotel, e, potencialmente, indemnizações por longos atrasos à chegada.
  • Consulte primeiro a companhia aérea e solicite uma confirmação por escrito.
  • Guarde os seus recibos. Se pagar a alimentação ou o alojamento, guarde todos os recibos e documentos de embarque para reembolso.
  • Proteja os seus documentos. Mantenha o passaporte, o cartão de embarque e os objetos de valor consigo e não em bolsas desacompanhadas.
  • Proteja a sua bagagem. Use cadeados, mantenha as malas perto de si e descanse em áreas bem iluminadas e vigiadas.
  • Leve artigos essenciais para o descanso. Tampões para os ouvidos, máscara para os olhos e um carregador portátil podem tornar uma estadia mais confortável.
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